JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

2 de abr de 2012

Diário de um “Dotô”– Muito Prazer, Livan!

Amigos e amigas da nação fundística, depois da trollada fenomenal de ontem (se você é um senhor de meia idade e não sabe o que significa trollada, parabéns, você ainda não foi contaminado pelo “internetês”) hoje é dia de estreia, e a coluna será assinada por um cara que eu tenho muito apreço e tenho certeza que é o cara mais bonito e inteligente do mundo!
Seus lindos, hoje EU (sim, eu mesmo, porquê? vai encarar?) começo uma coluna aqui! Eu percebi que o André tem coluna aqui, a Beatriz também tem, mas eu não tenho, eu posto resumos, sentenças e piadas, (tá eu sei que os resumos estão escassos) mas não assino nenhuma coluna, tipo “Papo com o Editor” ou “Colóquios com o Livan”, e agindo como uma criança invejosa, chorei, me joguei no chão fazendo pirraça e decidi que eu também quero e acabei percebendo que o blog é meu e assim não precisei pedir permissão pra ninguém! 
Quando eu comecei a “trabalhar” esta ideia de ter uma coluna no N.E.D. eu não sabia sobre o que escrever, pois não sou bom com histórias e pra isso nós já temos a Beatriz e o André, então sobre o que eu poderia falar aqui?  E as coisas não pintavam e eu já estava perdendo as esperanças, quando não mais do que de repente eu ouço uma voz que me diz: “Livan, você é o único advogado do N.E.D. os outros colunistas são bacharéis em Direito, porque não escrever uma coluna contando como é o cotidiano de um advogado?”
E assim começa hoje a coluna “Diário de um Dotô” e já começo contando mentiras porque não será um diário, eu não vou escrever todos os dias, vai ser um texto semanal pra não encher o saco de vocês e também não gosto de ser chamado de doutor!(essa fica pra semana que vem)


Então vamos lá, nesse primeiro dia eu vou contar um pouquinho de como tudo começou. Era uma vez um espermatoz… Não, mentira, não vou tão longe assim, e também não vou falar o que sou hoje, (pra isso é só clicar aqui e você descobrirá um pouco de mim) voltarei só uns 8 ou 9 anos atrás. Se você me dissesse há 8 anos atrás que hoje eu seria um advogado, certamente eu iria dar risada de sua face e dizer: “cê tá louco mano? acha que eu vou arrumar um emprego pra ficar de terno, trancado dentro de um escritório 8 horas por dia?”. 
Mas como diria o grande cantor do CPM22 (perceba que sou tão fã dos caras que nem sei o nome dele), o mundo dá voltas, e tudo começou mudar quando eu me vi naquela fase de virar um concurseiro profissional. Sim, eu tive um momento da vida em que eu decidi que não queria trabalhar em hotéis ou parques de diversão e utilizar os conhecimentos que adquiri na minha primeira faculdade. E assim resolvi estudar para todo o tipo de concurso que aparecesse, mas se eu tivesse que escolher uma palavra para me definir, essa palavra seria PROCRASTINAÇÃO e fiquei um tempão lendo códigos e doutrinas sem ter feito sequer uma inscrição para algum concurso público, até que depois de um tempo eu decidi que ia prestar 2 concursos: INSS e Polícia Civil e assim estudei para os dois simultaneamente, e estudei pra caralho, essa galera que fica contando vantagem que passou em concurso sem estudar é tudo mentira e ai as notícias boas começaram a aparecer, o primeiro concurso a sair o resultado foi o de Investigador da Polícia Civil e eu tinha passado, não lembro a colocação, mas pouco me interessa, pois eu sigo o seguinte lema: “concurso público, vestibular e sexo, o importante é conseguir entrar”, mas ai eu comecei pensar, eu não corro atrás nem de bola de futebol, porque raios eu iria correr atrás de bandido? E foi assim que eu desisti da vida de policial antes mesmo de ter entrado, mas, contudo, porém, entretanto, pouco tempo depois saiu o resultado do concurso do INSS e eu também tinha passado e assim ingressei na carreira de vagabundo, sim, vagabundo, pois é só você falar que é servidor público que alguém vai dizer “ah esse aí tá com o burro na sombra, trabalha pouco e ganha muito” e sob a má influência dos boyzinhos da cidade dos novos colegas de trabalho, que ou eram advogados ou estavam cursando a faculdade de Direito eu decidi que também ia fazer o tal curso, mas ia fazer ainda naquela intenção de continuar na carreira de concurseiro profissional e ir subindo de cargo dentro do “governo”.  Mas ai depois de uns 3 anos e pouco dentro do INSS eu já não aguentava mais aquela vida e tomei a decisão mais importante da minha vida, pedi exoneração do INSS (quando você é servidor público não se fala demissão, e sim exoneração, mas é a mesma coisa) e fui procurar estágio!
Obviamente todo mundo que eu conheço olhava pra minha cara e falava: “tu é burro pra caralho hein!” Quando falei pro meu pai que tinha saído do INSS pra virar estagiário e ganhar um salário 6 vezes menor do que eu ganhava, ele, do alto de sua educação e experiência me disse o seguinte:

“PUTA QUE PARIU! VOCÊ TEM NOÇÃO DA CAGADA QUE ACABOU DE FAZER?? LIGA LÁ NO RH DO INSS E PERGUNTA SE NÃO TEM ALGUM JEITO DE VOLTAR PRA LÁ!!!”

Nada como ter o apoio da família né?
E assim foi por quase 2 anos, trabalhando como estagiário, tendo que vender o almoço pra comprar a janta pois estava ganhando muito menos do que se tivesse continuado no INSS, muitos dias acordava puto, eu ia escrever frustrado, mas puto se encaixa melhor, porque tinha que viajar pra longe só pra fazer carga de um processo, enquanto via alguns colegas mais novos que eu já advogando, enquanto eu ainda estava na fase de fazer petição de juntada. Não vou dizer que foi fácil, que foi bacana, que foi gostoso ficar por um tempão sem trocar de carro, tendo que me privar de frequentar casas de prostituição requintadas os restaurantes mais caros e só ir pro bar com os amigos uma vez por mês porque senão o dinheiro não ia durar até o fim do mês. Foi foda pra caralho! Mas hoje depois de tudo isso eu posso dizer tranquilamente que não me arrependo da escolha que fiz! E aquela fase de concurseiro profissional também passou, agora o foco é continuar estudando me aperfeiçoando e crescer como advogado e não como vagabundo, ops, funcionário público.
Pois bem, essa semana a história foi fraquinha e entediante (as próximas também serão) mas achei que seria importante e interessante antes de começar a escrever um diário de como é a vida de um advogado recém formado (apesar da minha idade avançada e dos poucos cabelos, sou advogado ha menos de 2 anos) contar um pouquinho de como tudo começou!

Até a semana que vem!


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