JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

26 de abr de 2012

Diário de um Dotô – (re)Começo!

recomeçarOe pessoas lindas do universo da juridicidade, como vocês sabem, originalmente esta coluna foi criada para que eu contasse um pouco da vida de um advogado em início de carreira, (o que é efetivamente o meu caso)porém, quase nada que eu faço acontece como planejo (geralmente fica pior do que eu imaginava), e esta coluna é a prova disso, até agora foram 5 e eu não falei nada da vida de um advogado correndo atrás do sucesso, do dinheiro e da fama, contei um monte de história, e apesar de fugir do assunto, as pessoas gostaram das colunas, poucos comentaram (precisamos rever issaê gente) mas já tem 5 semanas que as colunas que eu escrevo ficam entre as mais acessadas do N.E.D. entretanto, concordo que elas não tem nada do que foi planejado, então tomei uma decisão muito importante e que certamente eu vou me arrepender mais tarde, mas eu vou dividir as colunas, vou ter uma coluna pra escrever as mesmas merdas que eu já venho escrevendo, mas com um outro nome (que ainda não defini) e vou recomeçar a coluna Diário de um Dotô de um modo mais decente e que realmente fale do que é pra falar. Assim, eu (re)começo hoje a coluna do jeito que ela deveria ter sido desde o começo. Vamo lá!
Se vocês não leram a primeira coluna, é melhor dar uma olhadinha lá porque eu não vou contar tudo de novo, e nem vou falar de como foi a vida de estagiário (isso é ideia pra uma outra coluna, que em breve deve sair), enfim… Depois de um tempo trabalhando como estagiário saiu o resultado da prova da OAB.
Porra, passei mano!
Apesar de passar uma imagem meio arrogante  eu sempre tive os pés no chão e mesmo trabalhando em um escritório bastante conhecido e com filiais (não sei se o nome é filial) em vários lugares, inclusive fora do Brasil, aqui em Campinas trabalhamos em apenas 2 pessoas, um advogado (e professor) pra lá de experiente e eu, um advogado recém formado e com pouca ou nenhuma experiência prática.
Eu sabia que logo depois de pegar a carteira de ordem eu não ia assumir um cliente e tomar minhas próprias decisões, e se me dessem essa responsabilidade eu teria que recusar e dizer que não estava preparado. Não tenho medo de desafios, mas não sou prepotente ao ponto de achar que só porque agora sou um advogado eu posso fazer tudo sozinho!
Mas enfim, isso não aconteceu, o pessoal do escritório vem gradativamente colocando mais responsabilidades em cima de mim ao passo que eu vou cumprindo as tarefas que me são dadas. E como disse à pouco, somos em apenas 2 pessoas aqui, e na maioria do tempo fico sozinho no escritório, então eu não me livrei de algumas tarefas de estagiário, aliás, não me livrei de nenhuma. Todos os dias eu chego, tenho que dar uma varrida na sala, tirar o pó das mesas, esvaziar os cestos de lixo, se meu chefe estiver lá, busco o café e um bolo de chocolate e somente depois disso eu posso ligar o computador (MENTIRA NÉ SEUS LOCO, NÃO FAÇO NADA DISSO). O que estou querendo explicar é que ainda continuo indo ao fórum fazer carga de processo, continuo atualizando o sistema com os andamentos dos processos, fazendo planilhas e coisas assim, mas, os advogados mais experientes também fazem algumas destas tarefas, então… não vou (e nem tenho porque) reclamar.
A mudança mais significativa que senti foi fora do escritório, depois que passei a frequentar os fóruns como advogado percebi que o tratamento mudou, e mudou para melhor. Sei que algumas pessoas que acompanham o blog são servidores da justiça, e vocês não podem negar que tratam estagiários de maneira diferente, pode até ser inconsciente, mas muda muito o tratamento dispensado. Não sei se é porque os estagiários costumam fazer muita pergunta idiota e muita cagada, que os servidores fazem essa diferenciação. Não que advogados não façam perguntas idiotas e cagadas, mas acho que deve ser em número menor, sei lá… é só uma teoria  minha! E a diferença maior é na Justiça Estadual, que apesar de ir poucas vezes, (já que vou com mais frequência à Justiça Federal) eu percebo com mais facilidade este tratamento. Não que o tratamento de antes era ruim, mas agora ficou melhor!  \o/
Tirando este pequeno detalhe, é bem bacana você assinar a sua primeira petição, é meio que um orgulho, você faz, lê, lê de novo e depois de um tempo volta lá e dá mas uma lida. Dá quase que vontade de pendurar na parede! Pode até ter ficado uma bosta, mas foi você que fez, é seu primeiro trabalho, aquilo saiu de você mano! 
Atualmente eu sou advogado associado do escritório, então eu tenho uma certa liberdade de atuação, já que posso ter meus próprios clientes. Obviamente que se eu conseguir um cliente que necessite dos serviços que o escritório tem como foco, o trarei para o escritório, mas as demais causas (trabalhistas, cíveis, etc.) eles não estão nem um pouco interessados e assim posso fazer isso por conta. Mas até hoje tive poucos clientes “individuais” se assim posso chama-los, e a maioria eram amigos ou familiares, mas também confesso que não fiz o menor esforço para conseguir clientes, porque eu tenho uma grande restrição com advogados que “atiram” para todos os lados. Tá, eu sei, isso é besteira e soa como um tipo de preconceito. Mas isso vai ser assunto para a próxima coluna.
Ufa… Achei que seria mais fácil. É difícil escrever uma coluna mais séria!
Até a próxima.

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