JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

18 de abr de 2012

Reclamatório - Um grande risco


Amigos da Nação Fundística, aqui estou mais um dia sob o olhar sanguinário do vigia para o vosso deleite! Sabe que eu tô gostando muito de escrever a coluna?
Achei que não ia ter repercussão, que ninguém ia ler, que ninguém ia comentar, mas não é que vocês leram e alguns até comentaram? Acho bacana! Acho digno! E gosto dos comentários. Por favor, continuem lendo e comentando.
Hoje escrevo sobre os malefícios de se manter um blog “jurídico-humorístico” e já adianto que este é um tema que realmente me preocupa.
Sério, sério mesmo... Já pensei diversas vezes em mudar radicalmente o conceito do N.E.D. e tirar essa conotação de humor do blog. Não fiz isso ainda, e acredito que nunca o faça, (aqui tá a deixa para vocês comentarem assim: aahhh não muda não, adoro o jeito que você escreve) porque sei que minhas publicações incomodam algumas pessoas e isso pode ser muito prejudicial, pra mim é claro!
Não me refiro à processos que posso ser parte por conta de uma piada de mal gosto, isso realmente não me incomoda e nem me preocupa, mas as vezes eu penso: “Cara eu trabalho em um baita escritório, muitíssimo conceituado e respeitado. Já pensou se um cliente do escritório por acaso dá um google no meu nome e vem parar aqui ou na minha fanpage?”
MANO EU TÔ FUDIDO!!!
Se o cara ler as piadas de mal gosto, as postagens cheias de palavrão e me ver sendo mal educado com os leitores que reclamam do blog eu tô na roça mermão!
E digo mais, que tipo de pessoa entraria em contato comigo para contratar meus serviços lendo o N.E.D. ?
NINGUÉM!
Se o blog me rendesse um salário estratosférico e eu pudesse abrir mão do meu emprego no escritório e do meu salário de 15 mil reais mensais (mentira, ganho só onze mil) para que eu atualizasse o blog 2 vezes por dia e com isso poder acordar uma da tarde, jogar vídeo game, assistir futebol, corrida, pornografia, permanecer o dia todo no sofá vestindo só uma cueca, eu não ficaria preocupado. Mas como isso não faz parte da minha realidade, eu tenho que manter o meu emprego e sempre que possível captar novos clientes.
Mas, contudo, porém, entretanto, o blog não é um chamariz para clientes! Primeiro porque a esmagadora maioria de leitores são advogados ou estudantes de direito, e tais pessoas não me indicarão como advogado por razões óbvias, e segundo, se alguém entrou no blog atrás de um conselho profissional ou para esclarecer uma dúvida, certamente desistiu de entrar em contato comigo quando percebe que falo palavrão e chamo alguns advogados de iletrados (só aqueles que não sabem escrever) e não sou nem um pouco polido ao responder às pessoas!
Acho que não precisaria esclarecer, mas né, obviamente que minha postura profissional é completamente diversa desta que mantenho aqui, mas a grande verdade é uma só: todo mundo tem preconceitos e todo mundo julga, (não seja hipócrita, você julga, eu julgo, todo mundo faz isso) eu sou julgado por isso e muitos pensam: eu que não sou louco de dar meu processo na mão desse cara!
As pessoas preferem entregar suas causas na mão de um cara que usa terno com um broche da OAB espetado, e que por sinal não tira o terno nem pra tomar banho, que tenha uma pasta de couro com alças douradas (eu uso uma mochila da Oakley, olha a propaganda gratuita), que exija ser chamado de doutor, sem saber que depois de formado o doutorzão nunca mais pegou um livro de direito na mão, mas pelo menos ele tem cara de advogado!
Você que é homem e apaixonado por futebol certamente já ouviu a frase: “juiz tem duas mães, uma que a torcida ofende enquanto ele apita o jogo e a outra que fica em casa preocupada com o filho.”
É isso que acontece aqui, eu não tenho 2 mães, eu tenho duas personalidades: uma (virtual) que é mal educada, irônica, que escreve várias palavras erradas e não está muito preocupada em agradar seus leitores; e a outra (profissional) que das 09:00 até as 17:00 horas não fala palavrão, não é mal educada com seus pares, sabe usar o vernáculo pátrio de modo satisfatório e que apesar de usar mochila ao invés de mala de couro é capaz de realizar um excelente trabalho.

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