JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

12 de jun de 2012

Diário de um Dotô – Seja cara de pau!

Salve, salve pessoas lindas, faceiras, românticas e apaixonadas do universo jurídico, respirem fundo, e sintam o cheiro do amor, hoje o amor está no ar, hoje é dia dos namorados. Espero que você como um bom namorado/marido, tenha acordado mais cedo, preparado o café da manhã e levado na cama para a sua amada. Se não fez isso, shame on you, mas você ainda tem chance de se redimir, mande umas flores pra ela agora, AGORA, vai… para de ler e liga na floricultura seu mão de vaca duzinferno, e não se esqueça do presente, mas só entregue no jantar romântico pra encerrar a noite de forma bem bacana. Agora se você for mulher, não esquenta a cabeça com nada disso, não precisa de café na cama, não precisa de flores, presentes ou jantares, nada disso é necessário, basta você colocar uma lingerie bacana e ó… já sabe né! Porque né, sem hipocrisia, a gente não liga pra nada disso, desde que você “compareça” no fim da noite. 

Mas se você tá mais largado que patê de berinjela e tá batendo papo com atendente de telemarketing pra se sentir menos carente, ai meu querido, agradeça a sua companheira de sempre, sua companheira de todas as horas… agradeça a sua mão direita! Agora chega… Vamos ao assunto tema desta joça de blog, se bem que eu já ando meio sem assunto pra falar aqui, mas como aqui é um diário, essa coluna não precisa ser original todas as semanas, e pronto. Não gostou reclama no S.A.C.

Mas hoje ainda não é um assunto batido ou discutido por aqui, e que vale muito à pena falarmos. Não sei se todos sabem, mas este blog surgiu com um lema deveras interessante, se você meu novo amigo que chegou aqui depois das reformulações que o N.E.D. sofreu eu digo para vós que o lema deste humilde, porém, limpinho blog sempre foi: O FUNDÃO TAMBÉM PASSA NA OAB!

Obviamente que sentávamos no fundo da sala e falávamos mal de todo mundo.  E um dos comentários que mais fazíamos era o seguinte: “esse cara ai é inteligente pra caralho, mas ele não vai ser um bom advogado”, outro comentário recorrente era: “aquela ali vai ser promotora ou juíza, porque advogada não vai rolar”.

Eu estudei com pessoas muitíssimo mais chatas inteligentes do que eu, mas que modestamente não possuiam metade da malemolência, do jogo de cintura, da malandragem brasileira que nós estudantes da retaguarda tínhamos e temos!  Sabe aquele cara manezão que passou a vida inteira só estudando e não tem vivência nenhuma das coisas que acontecem no mundo? Aposto que você conhece umas pessoas assim… criados pela vó à base de toddynho, cuja maior diversão era o playground do prédio.

Não duvido que estas pessoas se tornem grandes juízes, promotores ou que sigam com sucesso outros cargos na carreira pública, mas tenho um pressentimento que tais colegas nunca dariam certo como advogados, sabe porquê? Porque esses caras tem medo de gente, tem medo de perguntar, aceitam tudo que lhes dizem, falam baixinho e não tem o que é imprescindível num advogado: a CARA DE PAU.

Ai você amigo com cabeça pequena e tacanha vai me dizer assim: “ah prefiro ser funcionário público do que advogado, prefiro ser chamado de manezão e ser juiz e ganhar vinte mil por mês enquanto você que é todo esperto e cheio de ginga tá aí advogando pra ganhar uma mixaria”. Não vou te responder hoje porque isso é assunto pra uma coluna, mas eu digo que você esta REDONDAMENTE enganado!

Se você é advogado ou advogada, ou até mesmo ainda tá na fase do estágio, sabe muito bem que em determinadas situações você tem que ter aquele jogo de cintura, tem que sair fazendo pergunta pra todo mundo, tem que usar da malandragem pra conseguir alguma coisa, tem que fazer um rabisco no lugar da assinatura do dono do escritório pra fazer um protocolo, tem que tentar de tudo pra conseguir o que precisa.

Posso dar um exemplo prático de algo que eu já vivi, afinal a coluna chama diário de um doutor né então eu posso contar uma historinha rápida, certa vez buscando fazer carga de um processo, a advogada (cível e trabalhista) de uma das empresas que nós representamos apenas nas questões tributárias nos ligou dizendo que não conseguiu carga pois os autos estavam indisponíveis no momento e nos questionou se poderíamos tentar a carga depois de alguns dias. No mesmo dia fui até à secretaria e né… joguei aquela conversa… que nós tínhamos uma tremenda urgência, que uma carga rápida bastaria, e que tínhamos prazo na Receita Federal e aquele bla blá blá todo e pronto… Carga rápida liberada! E tudo isso porque? Porque eu sou foda e competente?

OBVIAMENTE!

Não…mentira na verdade deu certo porque eu insisti, porque eu não respondi um OK quando fui informado que não dava e saí da sala, deu certo porque eu sou cara de pau e também porque eu não fui criado com toddynho, eu fui criado com uma coisa muito mais fodástica e máscula, eu fui criado na base do leite com groselha, trakinas de chocolate e farinha láctea!

Assinatura Livan

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