JUIZ CAGÃO:

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6 de ago de 2012

Diário de um Dotô – Eu odeio matemática

quadro_azul_matematica_formulas_garotoOlá amigos lindos e garbosos da nação fundística, a vida de um advogado em início de carreira já é foda por si só, e se esse advogado for ambicioso ao ponto de querer comprar uma ferrari antes dos 40 anos as coisas se complicam ainda mais.(é o meu caso)

E como uma ferrari, ainda que usada não sai por menos de quinhentos mil dinheiros, eu parti para um plano ousado, inicialmente passei a jogar semanalmente na megasena, mas até agora não consegui passar de 2 acertos em uma aposta, então mudei a estratégia e foquei nas mulheres milionárias e bonitas que estivessem dispostas a um relacionamento novo, mas se já está difícil encontrar uma mulher (ainda que pobre) linda e gostosa que me queira, eu nem preciso dizer que falhei miseravelmente neste plano de conquistar uma endinheirada.

Deste modo, só me restaram os estudos pra progredir na carreira profissional, já conclui uma pós graduação em direito tributário na PUC e agora estou cursando um MBA em Planejamento Tributário e Gestão de Tributos na FGV, e confesso que agora a porra ficou séria.

Se vocês não sabem, o principal motivo que me levou a escolher a faculdade de direito foi a “quase total” inexistência da realização de cálculos matemáticos no decorrer do curso, uma vez que nunca nutri um sentimento de afeto pela matemática e isso vem desde os tempos da Dona Bernadete (professora de matemática do primeiro grau) e assim permanece até hoje.

Na primeira pós graduação os números foram pouco exigidos, pois o curso era focado na parte jurídica da coisa, e assim os cálculos foram mínimos, porém, como eu já disse, agora a porra ficou séria, pois este MBA é destinado não só aos advogados, mas também para administradores de empresas, contadores e afins, com isso a matemática está mais presente, e quando eu digo mais presente, eu quero dizer tem matemática pra caralho no curso.

Até que as primeiras aulas foram um tanto quanto tranquilas, uma vez que os estávamos aprendendo os conceitos básicos de contabilidade, então era aquela coisa de ativo, passivo imobilizado, balanço patrimonial, razonete e afins, mas apesar das dificuldades deu pra se virar, CONTUDO, para a minha tristeza, os conceitos se esgotaram na última aula e os cálculos se iniciam efetivamente na aula que vem, e para aumentar a tristeza o nobre e ilustre professor me orientou a trazer na próxima aula a criação mais  bem sucedida do demo, o nobre e fanfarrão docente pediu para que eu providenciasse para a próxima aula a prova que o capeta não só existe, mas que além disso ele faz coisas pra zombar de você. Ele pediu pra que eu leve a tal da HP12C!

Se você não sabe o que é a HP12C, eu digo que esta calculadora é do mal, ela é a porra de um aparelho que se você apertar 2, depois apertar o sinal de mais e novamente pressionar o 2, a sua conta não vai dar 4, essa coisa tem um botão de “enter” e mais um monte de botão que eu não sei pra que serve. E o pior, eu não tenho essa calculadora e eu não quero comprar, pois eu sei que só vou usar nas aulas e depois nunca mais, então eu já decidi que comprar está totalmente fora de cogitação!

Pra amenizar a culpa de não comprar a calculadora eu comprei um livro que chama-se “Contabilidade para não contadores”, porque eu já decidi que prefiro não saber fazer a conta e saber os conceitos contábeis do que o contrário, assim, eu já clamo pela intervenção divina de que na prova a ser realizada daqui 15 dias que ela exija mais conceitos do que cálculos, porque senão eu estarei bem fudido e aí certamente precisarei da maldita calculadora pra saber de quantos pontos eu vou precisar na prova de segunda chamada.

Assinatura Livan

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