JUIZ CAGÃO:

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8 de out de 2012

Diário de um Postulante – Colar na OAB?

Cola1Olá gente... como ando em ritmo de lesma provas na faculdade, pouco tenho me dedicado aos estudos para o exame da ordem.

Bom, já que eu não tenho nada a falar sobre meu empenho para prova da OAB... Vamos falar de coisa boa? Vamos falar sobre a tekpix, a câmera mais vendida do Brasil....brincadeira! Falarei hoje sobre algo que muito me incomodou quando eu estava me preparando para a segunda fase (lembram-se daquela que reprovei por jumetice aguda 0,55? Então essa mesma).

Às vésperas da prova, ouvi uma pessoa comentar sobre os métodos que ela usaria para colar durante o exame. Na hora fiquei fudida estarrecida! Como assim colar no exame da ordem? Julguei, condenei a dita cuja, e já queria partir pra execução da pena. Masss, depois de xingá-la em pensamento, comecei a analisar a conduta daquele ser matreiro. Quanto mais eu avaliava negativamente a postura dela, mas a pessoa me apresentava alternativas de colas, que, por razões óbvias, eu não as citarei aqui.

A minha indignação quanto a colar no exame da ordem se deu não exatamente pela cola, pela trapaça, mas sim, pelo fato da pessoa achar normal seu início profissional dar-se daquela forma. Vale à pena correr o risco de ser pega e macular sua futura carreira?

A inscrição nos quadros da OAB (pra quem vai exercer) é a pedra fundamental. Por exemplo, quem se forma em medicina é médico, quem se forma em administração é administrador e quem se forma em Direito e não tem a OAB é visto pela sociedade, muitas vezes, como se não tivesse cursado faculdade nenhuma.

Usar de artifícios ardilosos no exame da Ordem? Não né?! Como diria um cliente: Vamos por a mãe na consciência!!! Não dá pra brincar e nem ser leviano com a vida dessa forma. Se você escolheu cursar direito e escolheu prestar o exame da ordem, não dá pra condicionar o seu futuro a uma cola “bem feita”. Colar no exame da ordem, pra mim, é passar atestado de incapacidade para todos os demais momentos cruciais da sua vida.

Que a OAB tem quotas de aprovação, que tem demasiado animus ferrandi, que é a prova é quase bullying, concordo! Mas isso não justifica a cola. Que tipo de profissional vai ser essa pessoa que foge da primeira grande batalha?

Fiquei muito incomodada com o fato dela colar, mas, ela colar ou não, não muda a minha vida. Outra coisa que me incomodou um “pouquinho” foi que ela passou, eu não fiadaputa, mas nem isso me motiva a colar no próximo exame. Posso até tomar pau em algumas provas, mas, quando eu disser SOU ADVOGADA vou ter a satisfação e tranqüilidade para falar : Eu estudei para isso! Me matei pra passar nessa p....rova. Pena que muitos advogados não gozam da mesma tranqüilidade, porém, com cinismo ímpar, ainda sim estarão ai a solta pelas ruas da cidade (talvez nas portas das cadeias).

Beijos e boa semana

Assinatura Mari

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