JUIZ CAGÃO:

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12 de nov de 2012

Diário de um Postulante – Fazer o que depois da OAB!

eagoraBom dia nobres... continuo no lema devagar e sempre ... tenho estudado um pouco, o que é muito perto do nada que eu costumava estudar.

Em meio a esse surto de “eficiência estudantil” pensei: O que eu quero da minha vida após conseguir a tão sonhada OAB?? A única resposta conclusiva é: NÃO SEI!!!
Não sei o que eu quero, não sei em que área atuar, não sei o que fazer da minha vida. Estou no último ano da faculdade, com um exame de ordem ai batendo a porta e a única certeza que eu tenho é que eu queria ter nascido multibiliardária.

Me sinto em meio a uma tormenta, não tenho certeza sobre o meu futuro. Me questiono, será isso TPP - tensão pré prova? Onde está toda aquela empáfia dos primeiros anos da faculdade? Onde foi parar aquela certeza sobre a minha supostamente brilhante carreira jurídica?

No primeiro ano de faculdade eu tinha certeza sobre o que queria: Queria um bom concurso público. Hoje algo grita dentro do mim: Diga não ao concurso público! Sinto que, por alguma razão que a própria razão dos meus pais desconhece, eu não quero a estabilidade e rotina que o status de servidor público me conferiria.

Tenho a impressão que se eu me fixasse em algo tão habitual, rotineiro, estável e previsível assim eu estaria morrendo cada dia um pouco. Eu quero mais da vida!

Pode ser uma visão romântica e abestalhada, mas eu quero mais. Quero mais emoção, surpresa, uma vida louca, atribulada de imprevisibilidade e uma conta corrente gordérrima. Não quero morrer cada dia um pouco em nome de uma estabilidade, quero trabalhar muito, viver diferentes coisas e morrer de infarto fulminante.

Mesmo estando incerta quanto ao meu futuro pós OAB, sei que quero a minha satisfação pessoal alinhada com a satisfação profissional. Não quero ser mais uma pessoa frustrada, que, em nome da estabilidade, se fechou para as demais oportunidades da vida.

Conheço gente feliz no cargo público que optou, assim com conheço frustrados e mal humorados, porém estáveis, servidores públicos. Desconfio que eu, com o passar dos anos, seria mais uma mal humorada, que descarrega no público suas insatisfações com a vida por conta de uma escolha errada no campo profissional.

Sorte que somos todos diferentes e por isso sempre vai haver lugar a sol para todo mundo.

Beijos

Assinatura Mari

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