JUIZ CAGÃO:

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14 de jan de 2013

Diário de um Postulante – Você não é nada, vá estudar!

mimimiBom dia pessoas estudiosas e focadas do mundo jurídico. Semana passada contei-lhes sobre a minha aprovação na primeira fase. Antes de começar a falar da rotina de estudos dessa semana, preciso fazer um ALERTA: - CRIANÇAS, NÃO FAZER ISSO EM CASA!

Eu não sou exemplo de conduta, e ninguém deve repetir o meu modus operandi, ok? Estou fazendo esse alerta desnecessário pois semana passada disseram que alguém, ao ler a minha coluna, pode achar que a fórmula do sucesso é seguir o meu comportamento. Não é tá!? Não sou, e nunca serei um modelo a ser seguido.

Bom, como disse semana passada, desde a aprovação tenho estudado, mesmo não tendo iniciado ainda o cursinho, porém, vinha fazendo isso só com leituras diárias. Esse esquema de leitura não era o bastante para o Sr. Tutor, e agora ele passou a exigir de mim peças diárias, e até fazer cópia de leis e doutrinas.

O Sr. Tutor é uma espécie de “Agente da Condicional”. Controla tudo com muito rigor. Dia desses, depois de um dia cheio no trabalho, cheguei da minha caminhada diária com preguiça e muita dor no pé (nota mental: comprar um tênis que não destrua o pé), o Sr. Tutor não estava, resolvi que era um excelente dia para ter folga. Fiquei assistindo bobagem na TV e na internet me comunicando com seres normais e felizes que não perderam a vida social em razão dos estudos.

Infelizmente, quando o Sr. Tutor me perguntou o que eu havia estudado e escutou a minha resposta, vivi momentos de “ terror”... Primeiro tentei argumentar dizendo que eu havia pensando que como ele estava desfrutando das benesses da boêmia, eu poderia tirar folga. Sabe qual foi a resposta ouvida?

- EU JÁ SOU ADVOGADO MARIANA, VOCÊ NÃO É NADA, EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER, VOCÊ NÃO – VÁ ESTUDAR AGORA!!!

Muito embora ele tenha toda razão, ouvir isso assim doeu ... Doeu por eu dar brecha para críticas. Doeu pela vergonha de ser chamada atenção igual criança (afinal eu estava me comportando como uma). Doeu pensar que realmente se eu não passar na OAB, dentro da área que eu quero trabalhar, eu serei isso, um NADA, ou, numa visão menos dramática, eu serei uma “Paralegal”.

Mas do que me adianta ficar de mimimi, toda dolorida pelas rudes palavras verdadeiras do Sr. Carrasco Tutor? Nada! Chorar, espernear, dar um de procrastinadora e relapsa não vai me trazer a aprovação. Na mesma hora, juntei os meus cacos, sequei minhas lágrimas de vergonha e raiva e afundei a cabeça no livro.

A partir desde dia percebi que tomar uma pancada às vezes é necessário. Eu já reprovei uma vez na segunda fase justamente por subestimar a prova e não colocá-la como prioridade. Nessa primeira reprovação, minha prepotência falou mais alto e fui para o exame sem nem sequer ter praticado a elaboração das peças. Eu fui sem pegar num livro e o que eu ganhei? A palavra reprovada ao lado de uma nota 5,45. Dessa vez não será assim! Afinal, é estupidez esperar resultado diferente, quando não se muda o comportamento.

Como depois de toda bronca vem o peso na consciência, seguirei estudando.

Beijos gente ;)

assinaturamari

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