JUIZ CAGÃO:

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25 de fev de 2013

Diário de um Eme Eme - A odisseia de Rosana

loboNa semana passada comentei sobre minhas desventuras no ônibus na ida para Rosana e houve quem dissesse que juiz não anda de Ônibus. Bem, eu não sei quanto aos outros, mas eu andava e muito.

A coluna desta semana é mais uma desventura minha no ônibus que fazia o trajeto Rosana – São Paulo.

Como já disse, esse ônibus levava onze horas de viagem. E eu voltava todos os finais de semana para estudar alemão (o que não fazemos para aprender a pedir uma cerveja na língua de Goethe – Ein Bier bitte).

Bem, este ônibus partia de Rosana e chegava em Prudente depois de duas horas e fazia um trajeto meio estranho. Parava em várias cidades menores como Euclides da Cunha Paulista, Sandovalina e que tais).

Eu não sou exatamente pequeno com meus 1,84 e sempre dava um jeito de ficar no primeiro banco pois podia esticar as pernas.

Tudo ia relativamente bem, salvo um aperto aqui e outro ali.

Até que um dia, entrou um grupo de pessoas, vestidas com indumentária pouco habitual para nossas terras. Não, não sei dizer o que eram...

Estas pessoas se sentaram atrás de mim. Digo, imediatamente no banco de trás. E não, não eram duas pessoas. Eram algo em torno de 4 pessoas em dois bancos, e tinham um animal com eles. Acho que era um cachorro ou algo do gênero (se não era cachorro era um lobo, prefiro pensar que era um cachorro).

Pois bem, meu banco estava reclinado pois eu estava muito cansado, quase dormindo. Até que começaram os chutes. Eles chutavam o meu banco e falavam rispidamente em uma língua que não conhecia (falo inglês, alemão e italiano). As vezes falavam em português também.

Até que identifiquei as palavras “tapa” “cabeça” “idiota” e “frente” e com meu brilhante poder dedutivo imaginei que falavam de mim.

Reclinei meu banco, levantei-me e olhei com cara de bravo para eles que se levantaram também.

O clima era tenso no ônibus, o sol estava se pondo (era horário de verão), quase podia ouvir uma música de western ao fundo.

Olhei nos olhos do que parecia o líder e disse: os senhores não gostariam de se sentar aqui nestes bancos da frente? Haverá mais espaço para acomodar vossos corpos cansados.

Eles me agradeceram e mudamos de lugar.

Moral da história amiguinhos: saiba exatamente quais brigas comprar e se as pessoas não falam um idioma que você conhece, não compre briga com elas.

Ah, no final, até fiz amizade com o lobo cachorro, era muito amistoso.

GuilhermeMadeira

PS – Esta coluna tem por objetivo retratar o cotidiano de um juiz sempre com humor

PS2 – Para os temas jurídicos você pode ver o meu Blog: professormadeira.com

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