JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

4 de mar de 2013

Diário de um Postulante – Festa de Formatura

tomboBom dia nobres ... Faltam 3 semanas para a divulgação do resultado da segunda fase , e, considerando o quão ansiosa eu estou, até sair o resultado não quero falar de OAB. Peço licença, mas até lá vamos falar de coisa boa, vamos falar de tekpix falarei sobre assuntos diversos.

Pauta de hoje: MICOS QUE PAGUEI NA COLAÇÃO DE GRAU E NA FORMATURA!

No sábado, antes do exame da OAB, foi a minha colação de grau. A colação foi as nove horas de uma manhã. Tentei disfarçar a marca de travesseiro insculpida na minha face com reboco maquiagem, porém, falhei na missão. O calor era tão forte que tudo derreteu, inclusive, a “massa corrida” aplicada. Com a cara marcada e derretida, fui buscar meu canudo.

Ao ouvir o meu nome ser chamado para recebê-lo, senti uma emoção forte, fechei os olhos e vi um filme dos 5 anos de correria, estudos, risadas e raivas. Fiquei tão absorta no filme da minha vida acadêmica que a caminho da mesa tropecei bonito, daquele jeito que todo mundo percebe e ri. Com uma ajudinha da sorte me segurei no ar e não cai, ufaaa!!!

Subi os degraus para chegar à mesa solene, com as pernas trêmulas e com a minha família berrando (Sim, eu tenho uma família que grita, apita, berra, bate palmas). Claro que me atrapalhei na hora de cumprimentar o professor, não sabia se apertava a mão, se dava beijo no rosto ou se fazia primeiro um depois outro. Engatei uma primeira, sai atropelando o fio no chão, esqueci da foto e voltei correndo à segurança do meu assento, com o canudo em mãos. Pronto, saí de lá bacharela em direito!

Já na noite de ontem, foi o baile de gala da formatura. Arrumei-me como a ocasião pede, e lá fui eu.

Se você leu até aqui, percebeu que eu sou desastrada, mas tem dias que eu me supero. É normal eu ir abraçar as pessoas e pisar no pé, derrubar tudo que tenho na mão, bater quase todos os dias o dedinho na quina da mesa. Mas ontem, ontem eu poderia ganhar um Oscar. Tropecei 350 vezes no vestido. Alias, eu rasguei o vestido de tanto que tropecei (mas não cai, aprenda comigo Jennifer Lawrence).

Bom, na hora da valsa com o padrinho resolvi inovar, juntamente com outros colegas. Porém, por respeitar as tradições, primeiro segui o script. Segurei a rosa, balei como manda o figurino, tirei foto, me emocionei, mas aquele “tan tan tan tan tann tann tann” tava chato! Tinham trocentos formandos amontoados se batendo pra dançar. Resolvemos que o momento pedia uma dança individual, e num arroubo de maluquice poético, puxamos um “ahhh leke leke leke leke no meio do salão e inovamos no que tange a valsa (só para constar, não atrapalhamos a valsa dos demais, respeitamos a tradição alheia).

O brinde dos formandos também não seguiu o protocolo. Foi ahh leke leke leke de novo e mais algumas coisas e mais alguns tropeções e formando caindo (pra minha sorte não fui eu). Tirando alguns contratempos, foi uma noite incrível!

Resumo/ Saldo: Ri, dancei, brindei, revi amigos, brindei, abracei irmãos que fiz nesses 5 anos, brindei, me alegrei com a presença de alguém muito importante pra mim, brindei, machuquei meus pés, brindei, perdi meus sapatos, brindei, rasguei meu vestido, brindei, e o mais importante: Realizei o meu sonho e vi os olhos dos meus pais brilharem de orgulho.

The end!

assinaturamari

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