JUIZ CAGÃO:

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23 de abr de 2013

Diário de um Concurseiro – A arte da revisão

alvinAs próximas provas estão batendo em minha porta e chegou a hora de sentar e revisar tudo para ver se realmente conclui o edital até os próximos 26 de maio e 02 de junho. Dois concursos super perto, com editais absolutamente distintos, um em Minas Gerais, outro em Piracicaba. Desespero!

A prova de MG é a que mais me preocupa: a distância é maior (aproximadamente uns 700km de viagem, ou 8h se preferirem) e o edital mais exigente, enquanto a prova de Piracicaba, além de me dar um alívio maior por estar há apenas 30min da minha casa, tem o edital mais simples. Não que o salário realmente interfira no resultado do meu empenho. Ambas as provas são para a Polícia Civil, meu principal objetivo na carreira pública.

Quanto ao período para estudar, inicialmente estava decidida a prestar só o de MG, mas quando vi o de Piracicaba pensei: por que não? O edital exige ensino fundamental e você trouxa-graduado logo pensa que "tá no papo". Tolo engano, nobre colega. Ou você conhece alguém no ensino fundamental que tenha noções de direito e criminologia sem nunca ter pegado no livro pra estudar?

Porém, de volta à minha decisão por esta prova e a certeza de que teria que estudar tanto quanto para todas as outras; o edital é um pouco parecido com o de Investigador que passei meses estudando ano passado e assim chegamos ao tema de hoje: REVISÃO!

A arte da revisão é para poucos. Quando se fala em revisão todos logo pensam em pegar os livros, as anotações, o vade mecum, a apostila e passar tudo rapidinho revisando os pontos, lendo só o que está grifado e lembrando aquilo que foi estudado há tempos. Pééééé! Errado! Para que seja possível fazer uma revisão é preciso que você tenha estudado direito. E que-diabos é estudar direito? Estudar consiste em compreender o conteúdo e não simplesmente ler ou fazer anotações sem sentido.

Uma dica é tentar dividir cada parágrafo do conteúdo em tópicos. De preferência em um único tópico. Oras, quando éramos adolescentes tínhamos que descrever a best-friend com uma única palavra, não é? Por que agora não vamos conseguir descrever um parágrafo com um único termo? Não é tão difícil! Tem que ser uma palavra que te faça lembrar tudo o que aquele parágrafo quis dizer, ou seja, você vai ter que entender absolutamente tudo o que está escrito ali.

Confesso que quando eu era mais nova eu explicava a matéria da escola para meus ursinhos. Porém, agora com meus bons anos ficaria meio estranho conversar com bichinhos de pelúcia. A revisão nada mais é que a leitura desses tópicos e a explicação para os "seus bichinhos" (pode ser mental) do que eles querem dizer. Quanto tempo ela deve durar? Aí é você quem diz, colega! Depende de quanto tempo você tem disponível para estudar, da quantidade de matéria, da sua disposição, das CNTP (condições naturais de temperatura e pressão para os tapados).

Então você me diz: nossa! Que PERCA de tempo. E eu respondo: pois é, PERQUEREI meu tempo revisando e você PERQUERÁ seu tempo estudando por mais tempo. Afinal, quem tem a memória excelente pra conseguir lembrar, em detalhes que só são pedidos em concursos, daquilo que foi estudado há três, quatro, ou até cinco meses levanta a mão bem alto!

AssinaturaVeronica

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