JUIZ CAGÃO:

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6 de mai de 2013

Diário de um Estagiário – “Another brick in the wall”

Padronização_03E aí pessoal, como vão?

Antes de tudo, hoje o papo será mais ligado aos estágios obrigatórios, pois não só de estágio extracurricular vive o homem aluno.

Porém, como sei que existem incontáveis advogados e serventuários a quem a carapuça servirá, está deferido o efeito extensivo.

A coluna de hoje leva como título uma das canções mais famosas do mundo, da não menos influente banda de rock que vendeu mais de 200 milhões de discos em seus 30 e tantos anos de atividade. (NED também é cultura)

“Outro título subjetivo? Vai à merda cara” – Coxinha

Falarei hoje sobre a “Joaquimbarbonização” dos operadores do Direito.

Estamos vivendo uma época em que “juristas” desqualificados e demais classes de “doutrinadores” de meia-tigela, se achando os legítimos ministros do STF, buscam uma espécie de autoafirmação e aumento do ego, baseada tão somente em subjulgar tudo que não tenha sido proferido por uma pessoa que ostente um diploma de mestre em uma disciplina específica.

É aqui que o título se encaixa como uma luva, justamente por que a música em questão busca passar uma ideia de opressão, no qual, levando para o âmbito jurídico, professores/advogados/juízes e demais pessoas relativas à classe não respeitam o talento diferenciado de cada pessoa em particular, impondo um método de educação sem nenhuma peculiaridade, produzindo seres completamente padronizados. Isso gera a morte do talento e da personalidade de cada um.

No “Direito”, uma mesma questão pode chegar a ter dez interpretações diferentes, pra cada doutrina majoritária sempre existem duas minoritárias, cada qual com sua subjetividade e excentricidade.

Porém, para que você discorde do aplicado você precisa fazer parte do “clubinho”, senão não vale!

E para ver isso ocorrer não é preciso nem criar alguma tese mirabolante, experimente, por exemplo, fazer um agravo de instrumento sem a “folha de interposição” ou modifique alguma formatação padronizada em alguma petição, como por exemplo os “dez espaços” depois do endereçamento.

PORRA, não vão indeferir seu pedido apenas por que você não peticionou em Arial 12 com 1,5 de espaçamento e esqueceu o “ínclitos julgadores, colenda câmara”. (só não vale por receita de risoto)

O exemplo é meio esdrúxulo, mas em tese é isso.

A população no Brasil está envelhecendo, e com o direito não é diferente.

A nova geração brasileira está carregando a sina de um “direito idoso”, repleto de conservadorismo.

Doutrinadores que já não mais “doutrinam”, apenas reproduzem a jurisprudência.

Manuais focados apenas em aprovar em concursos, sem agregar nada ao conhecimento.

Provas com questões absurdas e inimagináveis que fariam confundir até Bob Marley em sua “viagem” mais longa.

Parafraseando um comentário do blog: “É uma total inconsciência de ser cidadão e de saber valer o seu direito e dos outros”.

Às vezes me sinto como se estivesse literalmente “desaprendendo”.

Já chega de tentarem fazer com que vivamos em um mundo surreal.

Se for pra falar merda, o melhor é ficar quieto.

“We don’t need no thought control, no dark sarcasm in the classroom, teachers leave them kids alone.”

assinaturachristian

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