JUIZ CAGÃO:

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2 de mai de 2013

Diário de um Estudante – Terrorismo Psicológico

terrorismoOi gente!

É em um clima de não muita felicidade que escrevo este texto hoje.

Essa semana que passou fiquei quase louca louquinha estudando para minha prova de Penal III, conforme já havia anunciado no texto da semana passada, que aliás, tratava de expectativa versus realidade ao receber uma nota! Pois bem, acho que esse texto se encaixa bem melhor para essa semana do que para a semana passada, mas enfim.

Eu fiquei praticamente umas duas semanas estudando para essa prova, pois o conteúdo era extenso demais, pelo menos da forma como o professor coloca nas apostilas que disponibiliza para os alunos no sistema virtual da faculdade: 50 páginas só sobre Homicídio. Não fosse essa quantidade de páginas, acho até que o assunto não é tão extenso, caíram 4 crimes fora o 121.

Eu prestei atenção nas aulas, sempre anoto tudo certinho. Aliás, esse sempre foi um dos meus talentos desde a escola: anotar em tempo real cada palavra que o professor fala e a letra ainda sair bonita. Além disso, eu tentei driblar o déficit de atenção que acredito que possuo, e tentei me fechar ao mundo externo e me concentrar na tal da apostila, fazendo resumos, escrevendo, etc... tudo para memorizar muito bem, porque fala sério, haja detalhes para se confundir! Muito chato isso! Por causa desta poha de prova, nem pra academia eu fui direito essa semana, ou seja, além de levar pau em Penal, ainda desconto no meu corpinho, sofrimento duplo! Nunca mais vou perder treinos por causa de prova. Além disso, também fiz exercícios que ele disponibilizou. Não posso reclamar de este professor não cobrar em prova o que dá em sala, ele é top, explica muito bem e se empenha demais em fazer-nos entender a matéria. A única coisa que lamento é não saber o que houve comigo na hora!

Bom, sou obrigada a confessar que a prova não estava tão difícil, o que é pior! Não estava fácil, mas também não estava impossível. E aí eu fui fazendo, algumas eu achava que tinha acertado, algumas eu ficava em dúvida entre duas alternativas, normal. No fim achei que até que dava pra ter tirado um 6, que é uma nota feia, mas baseado no terrorismo que esse professor faz sobre suas provas, considerem uma nota ótima! Terrorismo do tipo chegar em sala na véspera da prova e falar: Meus caros, vou falar uma coisa pra vocês: quem anotou o que foi falado em sala, quem leu toda a apostila, e quem fez os exercício não vai TÃO mal na prova. Mas se você não fez nada disso, fatalmente você IRÁ mal na prova.

Precisa?! Pra quê fazer terrorismo? Já estamos bem nervosos, e esses tipo de comentário terrorista nos perseguiu durante todo o semestre até agora. Comentários do tipo: aproveitem essa primeira prova para fazer uma “gordurinha”, pois é a sua chance de recuperar as demais, que são terríveis! Muito animador, hein?!

Mas, como eu disse, achava que não tinha ido tão mal. Qual não foi minha surpresa quando saí da sala e comecei a comparar gabarito com os demais. No final estava quase chorando, pois percebi que a minha nota seria baixíssima! E pior ainda, quando cheguei em casa e comparei com o gabarito que ele disponibilizou, percebi que a nota seria PIOR ainda! Mas tudo bem, não sou de me desesperar com notas em matérias normais. Acontece que para passar nessa matéria, meus caros, francamente... É meio impossível quando sua primeira nota é tipo... abaixo de 6. Não vou falar que nota foi!

Estou realmente muuuuuito triste e desesperada, porque desde o ensino médio, mais especificamente em física, que não entrava na minha cabeça de jeito nenhum, eu nunca tirei uma nota assim! Achava até que tinha ido mal, mas não mal a esse ponto. Será que sou tão tansa assim, eu pensei. Não pode ser. Minha autoestima como futura advogada rica barra juíza está nesse momento tão baixa quanto a minha nota. Agora terei que tirar outras duas notas acima de 7 nessa matéria, o que acreditem... é meio impossível. Estou mega desesperada e sem saber o que fazer, aliás, eu sei o que fazer... Mas eu fiz isso, estudei, e deu certo? Não. Então não sei mesmo o que fazer. Muito triste.

Já vou começar a falar lá em casa que o gato subiu no telhado, haja vista ser meu papi quem paga minha faculdade.

:/

Beijos

assinaturarafa

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