JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

24 de jun de 2013

É tudo culpa da OAB!!!

Olá pessoas bonitas e cheirosas (ou não) deste mundo jurídico maravilhoso. Como vai a espera pelo dia 09/06? Tranquila? Sem quaisquer problemas? Pois é, esta que vos fala, não.

Após passar pelo maior momento de depressão de toda minha vida, na segunda-feira pós OAB, começou o meu martírio e garanto que de todos que prestaram este maldito X Exame de Ordem.como-evitar-uma-briga-de-bar

O primeiro fato motivador, e que tenho certeza que todos passaram, foi ficarem toda hora nos perguntando: “E aí como foi?” No que a resposta era sempre: “Ah, não sei, só Deus sabe!” O que era pra responder? “Ahhh, “debulhei” (gíria curitibana que quer dizer destruir, mandar bem, tesão piá) a prova, pode me chamar de Doutora que essa cor-de-rosa já é minha!”. Por melhor que o cara tenha ido na prova, ou mais confiante que o seja, acho muito difícil alguém se arriscar a dizer isso.

Aí você está quase esquecendo que fez a prova no domingo passado, vem outro maluco com a mesma pergunta, e isso nunca acaba. Junte isso ao fato de a OAB ter anulado nada mais nada menos que 2 questões discursivas da prova de Direito Civil, o que computa, logo de cara, 2,5 pontos aos civilistas.

Parabéns se você é um deles, e meus pêsames se você, assim como eu, não é.  Fiquei feliz por alguns amigos que estão com uma mão inteira já na carteira, mas posso dizer que eu, particularmente, fiquei e continuo muito nervosa e ansiosa, pois não se sabe se tal ação da OAB irá refletir na correção das outras disciplinas, se eles querem manter o índice de reprovação e sei lá mais o que. Sei que tudo isso tem refletido em algumas das minhas ações.

Saca a história. Sábado, bar, amigos, cerveja em dobro, caipirinha em dobro, vontade de afogar as mágoas da prova. O resultado é esperado né. Mas veja o desdobramento.

Eis que eu estava com namorado e amigos neste bar em Curitiba (que obviamente não citarei o nome) e passei um pouquinho da conta. Estavam todos conversando perto da pista e eu estava debruçada no parapeito do palco, exatamente de frente para a televisão, onde estava passando uma luta feminina do UFC. Para quem perdeu 3 minutos do seu dia lendo a “Entrevista da Revista Capricho” aqui no blog, e quem obviamente me conhece, sabe que eu pratico muay thai e gosto muito de assistir qualquer luta.

Enfim, qualquer um que passasse por ali veria facilmente que eu estava SUPER interessada assistindo a luta. Não por isso, veio um cara e simplesmente desligou a TV, ali, na minha cara. Obviamente que eu o chamei e disse: “Distinto senhor, eu estava assistindo a luta e o senhor desligou, fiquei muito chateada com sua atitude”. Tá bem, mentira. Eu já estava alta e comecei a xingá-lo de tudo o que possam imaginar e com as palavras mais grosseiras possíveis.

Ele veio, ergueu o dedo na minha cara (quer me tirar do sério faça isso) e começou a me mandar calar a boca, que eu era muito mal educada. Aí começou a baixaria que se ele não estivesse num local um pouco acima de mim, tinha levado um direto bem no queixo (mentira, odeio violência e se fizer isso sou expulsa do time).

Para minha sorte, o cara era SÓ o gerente da casa! E em menos de 5 segundos já tinha um segurança ao meu encalço, me levando para longe e dizendo que eu teria que sair do bar. SIM amigos, fui expulsa do maldito bar.

Sei que não é justificativa, mas, como eu disse, já estava um pouco alta. Se o cara é gerente ele deveria estar acostumado com situações desse tipo, já que ali é um BAR e não uma IGREJA. E depois o segurança me falou que a luta estava passando no telão em outro ambiente do bar, que ele desligou a TV do palco porque a banda iria começar a tocar. Novamente, sem querer escusar-me da culpa, e da minha atitude explosiva e inesperada, ele viu que eu estava assistindo a luta, totalmente concentrada. Era muito simples ele chegar e falar: “Moça, vou desligar, mas a luta está passando no telão ali no outro ambiente, se quiser”. Pronto! Mas não. Ele preferiu usar do seu “poder” de gerência e além de tudo quis manter o respeito à custa da minha saída do bar.

Sim, foi vergonhoso. Assim, não sou nenhuma lady ou moça bem comportada da high society, mas também não sou mal educada (vide o rodapé “Briguenta e maloqueira”). Tento por todo custo não arranjar confusão, mas eu JURO, é ela que vem atrás de mim.

Assim, depois do ocorrido e analisando a situação, só consigo visualizar uma explicação: O nervosismo pelo resultado da OAB, o prazo para entrega de monografia, as provas de final de semestre, têm abalado com meu psicológico e me deixado mais alterada que o normal.

Chego à conclusão que a culpa de eu ter sido expulsa do bar foi toda da OAB. SIM. Duvido que vocês não tiveram atitudes inesperadas durante essa semana que passou em que pararam e disseram para si mesmos: “Meus Deus, esse não sou eu, o que estou fazendo?”. Queridos, TUDO CULPA DA OAB.

E se alguém vier reclamar por você colocar a culpa na OAB diga sempre: A culpa é minha, portanto coloco-a em quem eu quiser! Há!

Beijos pessoal!

AssinaturaDaiane

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