JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

11 de jul de 2013

O preço de um Advogado.

Quando entra um cliente no escritório, eu já fico pensando MEU DEUS, QUANTO DEVO COBRAR? Essa dúvida me tortura sempre, afinal, sou péssima no quesito “colocar preço nos serviços”. Porém, minha mentalidade tem mudado, talvez seja instinto de sobrevivência, talvez o meu lado mercenário aflorando mentira, mas a questão é que É PRECISO COBRAR, E COBRAR CERTO! cb

Entretanto, não basta cobrar, o cliente tem que crer que aquele é um preço justo. Nessa parte da questão, sempre me lembro das “sábias” palavras de um estelionatário que eu conheci quando fui trabalhar na delegacia daqui da minha cidade. Numa conversa informal, enquanto o flagrante era lavrado, ele, o Sr. 171, me disse que as pessoas julgam o nível de “sucesso” profissional pelas roupas, e quanto mais caro parece o seu “look”, mais as pessoas aceitam o preço que você dá.

Eis que ao me recordar do “lema de vida do estelionatário”, surge um grande drama. Não possuo uma conta bancária que me permita andar de terninhos Armani e sapatos Louboutin, tampouco, tenho cara daquelas pessoas chiques que qualquer trapo vista, acaba virando uma roupa finíssima. E considerando então a simplicidade das minhas vestes, e a natural dificuldade que tenho em dar preço aos meus serviços, só posso concluir que vou virar uma “mendiga jurídica”!

Exageros a parte, se pra mim é difícil cobrar, hoje percebo que mais difícil ainda é o cliente aceitar o preço. Não é culpa das vestes “Não-Armani”, mas sim, da ideia errada que as pessoas tem de que advogado não come, não paga água, luz, aluguel, etc. Mas as pessoas não acham isso à toa, os próprios “colegas” colaboram para que as pessoas pensem que advogado não precisa de dinheiro.

Dia desses uma amiga da minha mãe me perguntou quanto eu cobraria uma determinada ação. Quando ouviu minha resposta, a adorável idosa me disse que então ela havia escolhido a advogada certa, porque eu cobro muito caro, e a outra havia cobrado R$ 200,00 em 10 parcelas. Só sorri e disse que a doutora que ela contratou é tão boa quanto às casas bahia, e que na hora de fechar o contrato de honorário deve ter até um garoto pra falar “quer pagar quanto”, igual o comercial da tv. Muito difícil bater um preço “bão” assim.

Contra preço de banana alheio, não tem argumentos suficientes que façam o cliente te contratar (até tem, mas na maioria das vezes as pessoas não se importam com qualidade, elas querem preço).  E quando vejo uma coisa dessas, “duzentos conto em deiz vez”, concluo que tem advogado por ai que não precisa comer, que de certo deve fazer fotossíntese pra sobreviver!

assinaturamari

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