JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

16 de ago de 2013

Advogado ou Professor?

Nunca antes na história deste país, eu, um ser que matava todas aulas às sextas feiras, saía mais cedo toda quarta pra ver jogo de futebol, que colei em muitíssimas provas, passei cola em tantas outras e sacaneei um bocado os meus ilustres professores, havia me imaginando dando aulas em uma faculdade de direito.

Porém, contudo, entretanto, de um tempinho pra cá essa ideia vem tomando corpo, vem sendo trabalhada e aperfeiçoada em minha careca e genial cabeça, mas aí começaram a surgir os problemas.

O primeiro deles é que apesar de possuir 2 pós graduações na área tributária, ainda não me considero nenhum pouco preparado para dar aulas em uma faculdade, até porque nunca fiz isso, e apesar de ter estudado por tanto tempo e ter visto brilhantes professores, não sei como começar uma aula.

Ademais, como a exigência agora é maior para professores universitários, fui atrás de cursos de mestrado para que pudesse saber com propriedade de tudo aquilo que for explicar, porque pra dar aula o conhecimento prático até ajuda, mas não resolve, porque na faculdade o que se aprende é basicamente a teoria, e a teoria eu pouco sei.

Só que aí é que mora o perigo, o problema ou o maior desmotivador para a minha incursão nas faculdades de direito brasileiras como professor é O PREÇO DO MESTRADO.

Gente “ceis sabia” que um mestrado mequetrefe por aí não custa menos de 1500 dinheiros por mês? Se for fazer um mestrado daqueles top fudidões mesmo, pode colocar pelo menos mais mil reais na conta.



Aí eu já me peguei pensando: vale a pena gastar tanta grana assim pra ser professor universitário? Porque né... Pra ser advogado é tão mais barato, a gente se forma, paga duzentão pra passar na OAB, depois paga mais uns oitocentos paus por ano e pronto, já pode advogar e nem precisa de escritório, porque aquele teu cunhado vai pedir pra fazer a reclamação trabalhista dele, a vizinha vai querer processar a outra que envenenou o cachorro dela e assim por diante.

E com isso, é fácil concluir que advogar é mais barato que lecionar e se você não quiser ficar rico, mas apenas pagar as contas, nem precisa estudar muito, é só ir pegando um casinho aqui e outro ali e bola pra frente.

Já para ser professor você vai precisar de atualização constante, vai ter que se dedicar pra caramba mesmo que seja um professor ruim, porque tem aulas pra preparar, provas pra corrigir e coisas do tipo.

Além disso, tem outro grave problema, e ele é simples, pois o fato de você (ou eu) concluir um mestrado não é garantia de emprego, logo, a gente pode ficar com um mestrado, uma conta de 2 mil por mês pra pagar e DESEMPREGADO, e nem me venha falar que o mestrado vai ser útil na vida advocatícia, porque hipocrisia à parte, a gente não precisa de mestrado pra advogar, a gente consegue se dar bem sem isso e uma pós graduação aqui e um MBA ali já te dão uma base muito boa pra advogar com considerável qualidade.

Com isso, eu concluo no mais puro estilo Sócrates, que tudo que sei, é que nada sei, e depois te tanto pensar, eu ainda não consegui decidir se fico só na advocacia ou parto para a docência.

E como estamos cultos, falando de mestrado, Sócrates e etc. terminarei o texto com uma adaptação da célebre frase de Shakespeare: Advogar ou lecionar, eis a questão!




Espalhe

Receba por e-mail

Organizações N.E.D.: Não Entendo Direito - Entendo Direito - Desenvolvido por Templateism