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5 de set de 2013

Concurso para juiz do trabalho na Bahia não teve nenhum aprovado

Nenhum dos inscritos no concurso para juiz do trabalho na Bahia conseguiu a pontuação mínima para ser aprovado. O resultado da terceira fase foi divulgado na segunda-feira (2) e mostrou o fracasso dos cerca de 2.600 inscritos, segundo a TV Bahia. Ao todo, o concurso tem cinco etapas. Quinze candidatos já pediram revisão da prova.
O vencimento base para os aprovados é de R$ 14 mil. Cada um dos candidatos pagou R$ 217 para fazer a seleção. A primeira prova foi em dezembro do ano passado e 300 pessoas seguiram para a segunda etapa. Na terceira etapa, somente 61 concorriam. A prova era de redação de uma sentença com nota mínima exigida de 6 para seguir na disputa pela vaga. No entanto, nenhum candidato ultrapassou a nota 5, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

 
Danilo Gaspar, um dos candidatos que fez a prova, comentou o concurso. "A prova de sentença é uma prova muito grande, muito complexa e que só pode ser feita a mão, em um prazo de quatro horas. Dentro desse contexto, espera-se também que a correção leve em consideração todos esses fatores", acredita.
O concurso é para preencher 9 vagas.
A presidente da Associação dos Juízes do Trabalho, Andrea Presa, considerou natural o resultado do concurso e falou sobre como é possível encontrar soluções para a falta de juízes na Bahia. "Se esse resultado se confirmar, então o Tribunal poderá abrir edital de remoção para que outros magistrados de outras regiões venham suprir essas vagas e abrir um outro concurso", explicou.
Recursos

A presidente da comissão de concursos da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA), Taíse Bandeira, explicou à TV Bahia que os candidatos podem buscar reverter o resultado na Justiça.
 
Segundo ela, muitos enviaram documento para a OAB reclamando da dificuldade da prova.
"A reclamação era dizendo que o espelho da prova não era condizente com uma pessoa que estava pleiteando o cargo de juiz, que aquilo era uma avaliação inicial", diz. A OAB acredita que a prova estava compatível com o nível dos candidatos, disse ainda Bandeira, explicando que o órgão teve um representante que acompanhou a correção das provas.

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