JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

30 de out de 2013

A ingenuidade é o mal da humanidade.

Existem coisas nesse mundo que são difíceis de se classificar, deste modo, é difícil rotular alguns acontecimentos ou atitudes nessa nossa sociedade cada vez mais auto colante, auto-colante, autoccolante autocolante (desculpem, não sei a regra do hífen depois do acordo ortográfico) e ávida por atribuir adjetivos e colá-los em nossas testas.

Sabe quando uma pessoa olha pra você e diz: “você é foda!” e aí você fica sem saber se esse foda, é uma coisa boa ou ruim? Pois bem, com a ingenuidade é a mesma coisa, pois quando dizemos que um determinado cidadão é ingênuo, eu fico sempre me perguntando até onde isso é bom e até onde isso é ruim.

Inicialmente eu sempre penso que é bom, e digo, “esse cara é legal, ele tem um coração puro, e não vê maldade nenhuma nas pessoas”, mas aí depois de alguns segundos eu mudo de ideia, muito embora continue achando que o cara ainda é legal, tem o coração puro, não vê maldade nenhuma nas pessoas, mas concluo que este ingênuo vai se lascar muito na vida, porque atualmente, como diz o velho ditado, o mundo é dos espertos.

E sendo este, um mundo de espertos, malandros e afins, eu afirmo categoricamente que a ingenuidade ferra com tudo meus caros e nobres amigos. O mundo seria bem mais legal e perfeito se não existissem pessoas ingênuas, pois cerca de 90% dos problemas se acabariam, uma vez que quase tudo se dá por conta da ingenuidade.

Ingenuidade devia acabar com a idade, sei lá, fez 12 anos, “puff”, a ingenuidade acaba, visto que se você cresce e continua ingênuo, isso vai te prejudicar em algum momento da vida, pois confiar em alguma coisa, ou acreditar em algo que foi dito, pode ser muito ruim, pois como eu já disse, o mundo é cruel, malvado, chato, feio e bobo e se você for uma pessoa ingênua, você vai ser engolido em poucos segundos por pessoas espertas, por pessoas marotas e por pessoas vividas.

ingenuidade

Sem a ingenuidade, pessoas não confiariam cegamente em seus parceiros quando eles dissessem: ‘eu prometo que apago, é só pra gente ver uma vez”, ou no “só vou colocar a cabecinha”. Sem ingenuidade, as pessoas não dariam caronas à estranhos, elas não abririam suas portas para um garoto pegar uma “pipa que caiu no quintal” e elas não iam comprar um bilhete premiado que vale 1 milhão, por cinco mil reais.

Obviamente que o mundo seria melhor se malandros metidos a espertos não existissem, mas seria utopia desejar um mundo sem o mal, então, acho mais prático um mundo sem ingenuidade. Ok, também é utópico e chega a ser temeroso, pois desejando o fim da ingenuidade, estaria eu admitindo que o mal está ganhando a batalha.

Mas ó, só pra constar, o mal está vencendo mesmo, ou você é ingênuo ainda pra acreditar que é mentira?

AssinaturaLivan

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