JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

10 de out de 2013

Diário de uma Doutora–Desabafo!

Todo advogado iniciante acha que um cliente vai cair do céu, juntamente com um honorário gordo, que salvará as contas do mês. Porém, a vida real é dura, e esse “cliente magia” tá bem difícil de aparecer.

O que um advogado juvenil mais vê é gente querendo favores jurídicos gratuitos, parentes querendo consultas jurídicas durante o almoço de domingo, e amigos com inúmeros processos necessitados de “uma olhadinha”, mas dinheiro que é bom, NADA!

Muitas vezes aquele pensamento: “Será que fiz a escolha certa?” me vem à cabeça, me lembrando que deixei um emprego estável, com salário razoável, pra poder advogar, o que me deixa muito confusa.

Muito embora eu tenha certeza de que “essa é a vida que eu quis”, ou seja, advogar, eu também queria ter o conforto de uma carteira assinada, um salário fixo bom, convênio médico. Pode ser pensamento de pobre, mas, uma mínima segurança era o que eu queria.

Talvez alguns advogados juvenis até tenham a sorte de encontrar uma vaga assim, mas, sinceramente, pelo que vejo nos anúncios de emprego para advogados, e pelo que converso com meus amigos que também são advogados, empregos que pagam bem ao juvenil são RAROS.

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O mundo age como se o recém-formado não tivesse contas e compromissos financeiros a honrar, mas, ó mundo, VOCÊ ESTÁ ERRADO. Temos contas, temos que comer, vestir e locomover, e isso não é grátis.

Já que tem tanto bolsa alguma coisa, acho que vou sair na rua protestando pelo “bolsa advogado mirim”, vou gritar aos quatro ventos EU PRECISO DE DINHEIRO, mas, prometo não depredar prédio público durante o protesto, afinal, isso é coisa de marginal!

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