JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

5 de dez de 2013

Diário de uma Doutora – Escola Globo de Direito

Temos aqui no escritório um grande “ imbróglio vizinhancístico”... pessoas que não se toleram, dividindo o mesmo espaço.

Por mais que tentemos amenizar, cada hora acontece um episódio do “casos de família”. As vezes desconfio que aquilo lá é um reallity show da Record ... tamanho barraco.

Bom, dia desses, um  dos vizinhos  “brincou” de  UFC com a outra vizinha, e mais do que de repente, apareceu uma advogada criminalista da capital para resolver a questão.

Segundo a advogada criminalista, o primeiro passo era “entrar” com um abaixo-assinado para tirar o cidadão causador de confusão da casa dele. Depois, mover ações criminais e civil, denunciá-lo aos órgãos competentes (acho que até o de proteção ao crédito ela sugeriu).

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Ouvi tudo isso calada, imaginando que a nobre doutora talvez tenha se formado na Escola Superior da Advocacia Rede Globo de Televisão, porque né, nas novelas da globo nego é preso em flagrante e cumpre pena por crime de bigamia por casamento nulo, sai algemado, é interditado e expulso da própria casa pelo curador, etc.  Enfim, na Globo eles possuem um ordenamento jurídico próprio, e essa advogada deve seguir essas normas jurídicas  globais.

Aliás, ela deve ter uma constituição própria, com o seguinte artigo:

Capítulo IV – Do abaixo-assinado

Art. 345 – O abaixo-assinado contendo mais de dez signatários, tem força mandamental, se sobrepondo as demais leis vigentes.

I – O direito de propriedade, a função social do imóvel e demais institutos ligados à propriedade, serão extintos quando um vizinho odiar o outro, cabendo àquele apontado no abaixo-assinado deixar o imóvel e ir morar embaixo da ponte.

Não precisa ser tão genial para perceber que Abaixo-assinado, nessa situação, tem a mesma eficácia quanto Boletim de Ocorrência de Preservação de Direitos....  qual seja, NENHUMA!

Mas, por mais que eu tentasse explicar isso, as partes derrotadas no UFC não queriam me ouvir, infelizmente, eu virei a bruxa má da história, só por conhecer um pouco (bem pouco mesmo) sobre direito real, propriedade, e blábláblá.

Tenho percebido que na advocacia o bom advogado é aquele que fala o que o cliente quer ouvir, e não o que está na lei.

Advogado sofre!

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