JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

30 de jan de 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA–OBSCURIDADES JURÍDICAS

Dia desses, estava eu desesperada com prazos, eis que o chefe me desloca para um “semi” flagrante. Eu não gosto de atuar no penal, mas vez ou outra, temos que cumprir ordens.

Fui para outra cidade, quase mais rápida que a luz, mesmo tendo um carro com motor movido por dois pernilongos, e nada de cavalos. Lá chegando, já comecei a fazer “marianices”.

Fui descer do carro, e ao cumprimentar minha cliente não segurei a porta, e ela voltou batendo com bastante força na minha nuca. Soltei um palavrão pela dor, e nisso, consegui atrair atenção de todos “A mariana chegou”.

Fui me interar dos fatos, e descobri que nem de longe poderia ser o crime que estavam tentando imputar. Os crimes ali deveriam ser de um código penal alienígena. Não era o que estavam tentando fazer parecer.

Analisando o povo, percebei na hora os personagens: Advogados no estilo “malandro”, uma parte mais rica querendo ver a outra parte segurar “o b.o” sozinha, e a parte mais simples e inocente chorando, e contando apenas com a minha astúcia ajuda.

Os policiais chamaram as partes para depor, insisti para presenciar o depoimento da outra parte. Algo me dizia que ele ia tentar colocarnorabo jogar nas costas da minha cliente, que não tinha nada a ver com a questão.

Antes de iniciar o depoimento, estranhamente, os advogados “malandrões “ sumiram pela delegacia, juntamente com alguns investigadores do caso. Fiquei lá firme, bancando a pentelha jurídica. Ainda que eu nem goste do papel de advogada mala, meu sexto sentido estava me mandando ficar esperta.

Os advogados voltaram com um policial, que me informou que apenas a minha cliente seria ouvida. Não deve ter sido só pela minha insistência, acredito que “forças ocultas” fizeram os policiais desistirem do depoimento do grupo mais aba$tado.

No depoimento da minha cliente, senti que todos tentavam manipular, induzir, e colocar informações além das que estavam sendo prestadas. Embora seja advogada juvenil, e estranha ao universo policialesco, não me intimidei, briguei,, enchi o saco do povo, e só constou o que era pra constar, ou seja, quase nada, porque a cliente não tinha nada a ver mesmo com o caso.

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Encerrado o depoimento, apareceu o delegado dizendo “pode arquivar tudo, isso não vai pra frente. Tchau doutora, passar bem”. Fiquei lá até ter certeza que a minha cliente estava “fora de perigo”.

Se houve algo obscuro não posso afirmar, mas... de flagrante de crime hediondo, o caso passou para um simples “ até logo doutora”. Existem mais coisas corruptas estranhas entre o céu e a terra, do que supõe nossa van filosofia!

assinaturamari

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