JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

7 de fev de 2014

DIÁRIO DE UM (in)DOCENTE–QUER SER PROFESSOR?

Pois bem, como começar uma coluna para o N.E.D.? Faz dez dias que estou com essa pergunta martelando em minha mente.

Escrevo sobre minha profissão? Escrevo sobre minha vida? Escrevo sobre dúvidas e aulas? Após muitos e muito tempo, pensei muito, digo, pensei bem, digo, pensei (rs) e acredito que antes de qualquer coisa vocês devem me conhecer, para então eu começar a falar qualquer coisa... Já dizia um grande professor da época do cursinho: “Você não pode entrar na sala do juiz gritando ESBULHOOOO...”

clip_image002Sábias palavras (risos), agora por onde começar?! Shit...

Bom, meu nome é Renato César Adamo, tenho 31 anos; paulistano orgulhoso, pois amo minha cidade, aqui você acha o que você quer a hora que quiser, mas isso é papo para outro dia; sou advogado, tenho meu escritório onde divido os lucros e custos com mais dois sócios; sou casado com uma morena que amo mais que BK; sou uma pessoa de MUITA, mas MUITA fé, se assim não fosse, não teria aprendido tanto com os “rolas” que a vida me deu (desenvolvi Lúpus aos 21 anos e enfartei aos 28, mas isso também fica para outro dia); apaixonado pelo Direito Constitucional desde sempre... não “pera”, isso é mentira, eu ODIAVA Constitucional na faculdade, tanto que minhas notas eram suficientes para passar, e mais nada. Acontece que ao começar a me preparar para o Exame da Ordem eu comecei a pegar gosto pela matéria, confesso que a Docente que lecionava a matéria ensinava com uma maestria ímpar deixando todo aquele controle de constitucionalidade, toda aquela modulação temporal de efeitos com uma leveza de quem ensina a fazer um aviãozinho de folha sulfite.

Tanto foi assim que escolhi a segunda fase em D. Constitucional por começar a gabaritar a matéria em primeira fase (sim, reprovei 3x a primeira fase), e não poderia ser diferente comecei a ajudar os colegas de sala com as dúvidas sobre direito material (processual eu não dominava, mas palpitava... rs).

Em todas as aulas sentava na última cadeira da última fileira e me enterrava na aula, levantava apenas no intervalo e ia correndo para o banheiro, pois remédio de pressão (o tio aqui tem o coração remold lembra?) da uma vontade absurda de fazer aquele xixi esperto.

E por ser um cara mais sério, tomar demasiadamente remédios, fui até apelidado de Vô e não é da brincadeira de Vô ou não Vô... é Vô de seu ascendente de 2º grau ¬¬. Aliás, apelido que carrego até hoje.

Enfim, quando eu fui fazer a segunda fase, combinei com a coordenadora de segunda fase que sairia da prova e iria direto para os comentários (muito normais hoje em dia). Ao chegar ela me perguntou se eu tinha acertado a peça, apenas acenei com a cabeça que sim, então me perguntou da parte material, nesse momento eu abri a matraca e falei, falei, falei e quando acabei ela estava atrasada para entrar no ar e comentar a prova, dando tempo apenas de dizer: “Quer ser professor assistente aqui na segunda fase? Completar esse super time?”

PUUUUTAQUEPARIUCLAROQUEQUEROOOO pensei, mas respondi, “será um prazer e uma honra!!!” E de lá pra cá meus caros, minha vida apenas ficou mais agitada, complicada e um tanto prazerosa... Nunca me disseram que seria fácil dar aula, mas quando eu dei a primeira foi uma experiência para o resto da vida. Boca seca, suador, nervoso, pernas tremendo... Mas deixo para nosso próximo encontro.

Grande beijo

renatão

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