JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

17 de abr de 2014

PAGUEI MICO NO FÓRUM, MAS FUI BEM NA AUDIÊNCIA

Essa semana um dos advogados do escritório teve que viajar, e me pediu para fazer uma audiência no lugar dele. Quando ele perguntou sobre a minha (quase inexistente) experiência em audiências trabalhistas, e ouviu que eu só havia feito uma única audiência na vara do trabalho, e pelo reclamante ainda, senti um leve arrependimento da parte dele, mas era o que tinha pra janta ...

A audiência era em São Paulo, fórum trabalhista Rui Barbosa (aquele prédio que o Lalau construiu) . Sai do interior com muitas horas de antecedência, porque antes chegar mais cedo, do que depois da audiência.

Na hora que eu entrei nesse fórum fiquei “em choque”, são quase CEM varas trabalhistas, na minha cidade é vara única. Tem mais gente naquele lugar do que em muita cidade que conheço.

É incrivelmente gigante, e como sou muito curiosa li quase todas as faixas que ficam bem na entrada dizendo o número de juízes, funcionários, estagiários, gastos e tal. Fiquei impressionada com aquilo tudo.

Na sala de espera, fiquei com a pasta do processo aberta no meu colo, pra dar aquele ar de que estava estudando o processo, mas, na verdade eu havia chegado tão cedo, que já tinha lido tudo umas dez vezes. Fiquei lá tentando parecer ser uma advogada séria e compenetrada, porém, na realidade, eu estava tentando passar numa fase chata do candy crush no celular.

Não consegui passar a fase, meu cliente não chegava, e a audiência estava prestes a começar.

Em cima da hora o cliente chegou, fui levantar para cumprimentá-lo derrubei partes dos papéis no chão. Pensei comigo “começou as Marianices”.

Em seguida, nos chamaram para audiência. Assim que me levantei, derrubei meu celular no chão... foi celular para um lado, bateria para o outro, capa pro meio . Enfim, desmontou todo meu celular, eu já nervosa, o cliente começou a juntar os cacos do celular, nos chamaram de novo , aquele caos, eis que eu vejo uma peça que era impossível de pegar. Dei um leve chute, e fiz parar no pé do meu cliente (que nem é meu na verdade), cena “coisa linda”.

celular

Convicta que só um milagre faria o cliente, o advogado da outra parte e a reclamante acreditar na minha capacidade, recebi os cacos do celular, e entrei para a sala de audiência.

Felizmente, acabei me saindo bem na audiência. O que deveria ser uma briga pra fugir de um acordo, acabou virando uma extinção do processo. O advogado da reclamante, elegantérrimo, centrado, e inicialmente bem descrente quanto ao meu desempenho, fato que percebi ao ver ele balançar a cabeça negativamente assim que comecei a derrubar tudo, e depois quando lançou um olhar maligno do tipo “vamos acabar com vocês”, ficou passado.

Ao invés de sorriso maligno, a cara do advogado era de mais pesar do que quem cola (pesca) na prova, e nem assim consegue tirar nota.

Maldade minha ou não, eu ri! Ser desastrada não limita a capacidade de se sair bem em uma audiência ta bom, Doutor?

assinaturamari

Espalhe

Receba por e-mail

Organizações N.E.D.: Não Entendo Direito - Entendo Direito - Desenvolvido por Templateism