JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

18 de jun de 2014

DIÁRIO DE UM JUIZ – APRESENTANDO: SERGIO BERNARDINETTI

Bom dia, prezados leitores deste tão conhecido, polêmico e engraçado e blog jurídico. Puxem uma cadeira e uma xícara de café (é... fui eu), e vamos ao blog!

As notícias que trago não são boas. Lamentavelmente os coordenadores deste espaço resolveram me convidar para escrever algumas bobagens semanais para vocês.

Mal sabem eles da minha fama em nossa querida Rússia Brasileira (Paraná). Obviamente nada de muito normal sairá daqui, tanto que várias das minhas decisões já vieram parar aqui no NED... Se bem que nesse mundo em que vivemos, sinceramente, ser taxado de normal seria praticamente uma ofensa. Mas vamos lá.

imageAs regras básicas de boa educação impõem que nos apresentemos, pois bem. Para aqueles que ainda não me conhecem, meu nome é Sergio Bernardinetti, tenho trinta e quatro anos, sou casado e pai do Eduardo. Natural de Lins/SP, mas morei praticamente a vida toda em Curitiba. Sou Juiz de Direito Estadual no Paraná, atualmente residindo em União da Vitória, no extremo-sul do Estado. Curiosamente eu moro em Santa Catarina (Porto União) e trabalho no Paraná. São cidades gêmeas, divididas apenas por uma linha férrea. Sou titular de uma Vara Criminal, competente também para a Corregedoria dos Presídios e Presidência de Processos do Tribunal do Júri. Já passei por Varas Cíveis, da Infância, Família, Fazenda Pública, Juizados Especiais... já fiz de tudo um pouco. Também sou Juiz Eleitoral.

Minha experiência como Magistrado ainda não é muito grande. Tenho pouco mais de três anos e meio de carreira, embora já esteja quase no final dela – a chamada “Entrância Final”. A única promoção possível pra mim agora seria ao cargo de Desembargador, mas ainda vai demorar muuuuuito pra isso acontecer.

Sem falsa modéstia, tenho um conhecimento jurídico bem razoável. Fui aprovado em segundo lugar geral no concurso público da Magistratura do Paraná em 2010, tendo alcançado o primeiro lugar em notas (na prova de títulos fui ultrapassado pelo segundo colocado), com direito a nota dez na prova de sentença criminal e ficando em primeiro também na segunda fase (escrita). E desde então não parei mais de estudar e aprender. Mas isso não é o mais importante.

O que acredito que realmente será muito útil para os fins desse blog é minha experiência em praticamente todas as áreas das carreiras jurídicas. Fui estudante por cinco anos (you don’t say!!!), advogado por oito anos, concurseiro por quatro anos e, agora, Magistrado há quase quatro anos. Essa perspectiva me permite uma rara compreensão (que os mais nerds como eu chamariam de dialética) de todos os lados do processo e fora dele. Sei bem o que é ter que se matar de estudar, o que é atender um cliente chatíssimo e não receber pelo trabalho, encarar alguns Juízes de cara fechada e que não leram direito o que eu peticionei, e, obviamente, também sei o quanto é difícil aguentar alguns advogados bem problemáticos. Foi convivendo com alguns deles que pude compreender o que é o tal animus necandi...

Meu objetivo nesta coluna semanal não será, em momento algum, ofender ou atacar ninguém. SIM, EU VOU FAZER CRÍTICAS! Mas peço ao leitor que compreenda as críticas como um convite à evolução do meio jurídico. Eu vou criticar advogados (óbvio...), o Governo, o Ministério Público, partes, empresas, os Tribunais Superiores, o Conselho Nacional de Justiça, o Obama, Bill Gates, os proprietários de Toyota Hilux (longa história)... provavelmente nem o “Seu Germano”, nosso querido e bigodudo faz-tudo do Fórum, vai escapar ileso. A Dona Cleusa, que me traz o santo cafezinho todo dia, tem imunidade.

Meu objetivo nesta coluna será tentar trazer aos eventuais interessados alguns fatos e casos interessantes que vemos no dia a dia da Magistratura, e, sobretudo, oferecer um contraponto a algumas questões polêmicas que surgem no mundo das redes sociais.

Procurarei transmitir um pouco da minha experiência, dando dicas importantes a quem pretende fazer concurso público para a Magistratura, bem como para os novos advogados, a fim de que consigam levar seus pleitos ao Juízo com a maior eficiência possível – preferencialmente sem receitas de pamonha...

O importante é convidar a todos a exercitar o pensamento crítico como forma de constante evolução do Direito e de nossa sociedade, sem deixar de lado o necessário bom humor, que nos permite sobreviver aos desafios do dia a dia, um embargos de declaração por vez.

Um grande abraço e até semana que vem!

Assintura Sérgio

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