JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

4 de set de 2014

O QUE VEIO PRIMEIRO: O ADVOGADO OU A TRETA?

Olá, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Mais uma vez estamos aqui para falar de assuntos polêmicos que envolvem o mundo da advocacia (em breve, falarei de mamilos, aguardem... isso é o que há de mais polêmico).

Que o mundo é um lugar deveras complicado, isso você e eu já estamos cansados de saber. Que as pessoas têm complicado também muito a vida, o mundo, os relacionamentos, não há dúvidas também. Só que às vezes vemos situações que nos fazem ter dúvidas sobre coisas óbvias. Como: quem nasceu o primeiro? O advogado ou a treta?

Muito óbvio, claro! O advogado surgiu da necessidade de defender interesses, solucionar conflitos, bla bla bla. Isso é o que aprendemos na faculdade, logo no comecinho do curso. O sujeito homem é um bicho chato, conflituoso, cheio de mimimi. Aí ele encontra outro homem (pode ser mulher também, que, aliás, já é cheia de conflitos dentro de si) e , como todo mundo sabe, onde existem pelo menos duas pessoas, tem treta ali. E por quê? Porque cada um tem suas opiniões, muitas vezes divergentes, sobre os mais diversos assuntos. Não bastassem as opiniões contrárias (que cada um poderia guardar para si), as pessoas convivem, misturam dinheiro na história ou então algum outro tipo de interesse  e tchanannnnn: surgem os problemas.

E problema todo mundo tem. Eu, você, você e eu. Nós, vós e eles também têm. Problema é um treco inerente ao ser humano. Sou humano, logo tenho problema. Já percebeu que sempre a gente está pensando em algum ou fugindo de outro? Aliás, abrindo um parêntese aqui, gostaria de contar sobre uma vez que ouvi um advogado que disse que estava no metrô e percebeu duas moças conversando. Uma perguntou para a outra qual a diferença entre POBLEMA e POBREMA. E a amiga, querendo ensinar à outra, com muita calma e detalhes, explicou: POBLEMA é quando é com você só... é uma coisa sua. POBREMA é quando é de muita gente. 

E, como já ouvi um conciliador falando e apontando uma pilha de processos: “praticamente, 90% do que tá aí ou é dinheiro ou é pinto (ou piriquita)”. Morri de rir quando ouvi isso e depois comecei a pensar a respeito e a ver que esse cara tem razão. Tudo, basicamente, é dinheiro que alguém perdeu, deixou de ganhar, faz ”jus” ou envolve sexo, no sentido de alguém que ficou com ciúme por causa de um ”homi” ou uma “muié” e fez alguma bobagem ou se meteu em confusão. O que seriam os outros 10%? Pode ser muita coisa, minha gente, porque o ser humano é capaz de criar e de se meter em todo tipo de problema existente ou que possa vir a existir nesse mundo de Deus.

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E onde eu quero chegar com toda essa divagação? No meio de muitos desses POBLEMAS ou POBREMAS, qual figura está? Hummmm... vamos pensar aqui (gestos do momento de raciocinar no Programa Fantasia). Rá! Achei a resposta! E não é que é o advogado que está no meio? O advogado pode estar ali para resolver, mas tem um tipo de advogado que adora criar um problema, celeuma, querela ou treta (como vocês queiram chamar), só para ganhar dinheiro. Ok, eu sei que vivemos dos problemas dos outros, infelizmente. Nunca um cliente te procura feliz, alegre e saltitante. Ele senta na sua frente e começa a desfiar o rosário todo, conta a vida, o nascedouro do problema, sua origem, raízes, desenvolvimento, complicações, desdobramentos em novos problemas ou probleminhas, etc. Joga tudo em cima de você e praticamente fala: “dá um jeito, doutor!”.

Criar problemas para poder interferir, trabalhar numa causa e ganhar dinheiro já é um pouco demais, não é? Sei de advogados que instruem clientes a agirem de uma determinada forma, só para provocar uma determinada situação, para gerar um suposto dano, para buscar uma possível indenização. Será que só eu acho isso feio e nada ético? Não bastasse a fama que temos de “urubus” que ficam procurando problemas (carniça), os colegas advogados usam sua mente (doentia, muitas vezes) para criar enredos que viram ações, que viram dinheiro.  

Vai me dizer que você nunca ouviu falar que tal colega é “picareta”? Que o Doutor Fulano é desonesto? Que o Doutor Ciclano está sempre envolvido em confusão? Esse tipo de conversa sempre acontece e todo mundo tem uns dois ou três (às vezes até mais) nomes a mencionar como exemplos de profissionais (ou não) que se encaixam nesse tipo de classificação.

É por essas e outras que eu venho me decepcionando cada vez mais com a advocacia (isso é um POBLEMA porque é só meu). Ainda bem (acredito eu) que seja uma minoria que age assim e tomara que eu esteja certa (se não estiver, estamos diante de um POBREMA, porque aí seria da coletividade, da sociedade toda). E, se eu não estiver certa ou alguém aqui discordar, me processe! A vida é minha, o POBLEMA é meu. E, como eu já disse, você pra mim é um POBLEMA seu. Beijos e até semana que vem!

Assinatura Carol

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