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7 de out de 2014

ADVOGADOS OU POLÍTICOS? CONFIRA O DESEMPENHO DOS ADVOGADOS NAS ELEIÇÕES

Dos 25,3 mil candidatos em todo o país, 6% são advogados, o que deixa a advocacia como segunda colocada no ranking das ocupações dentre os que enviaram dados à Justiça Eleitoral, atrás apenas do empresariado. Apurados os resultados do primeiro turno das Eleições, que aconteceu neste domingo (5/10), alguns membros da comunidade jurídica já garantiram o cargo, enquanto outros seguem vivos no segundo turno.

Na disputa pela Presidência da República, dois advogados seguem na briga. O doutor em Direito Michel Temer (PMDB), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT); e o ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes (PSDB), candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves. Já os candidatos à Presidência Luciana Genro (PSOL) e José Maria Eymael (PSDC), ambos advogados, ficaram longe de serem eleitos.

Nas disputas pelos governos, o destaque na comunidade jurídica foi a eleição de Flávio Dino (PCdoB) (foto), eleito no primeiro turno para comandar o estado do Maranhão. Dino, que deixou a magistratura federal para ser político, obteve 63% dos votos válidos, contra 33% de Lobão Filho (PMDB), apoiado pelo senador José Sarney. Quem também se elegeu em primeiro turno foi o ex-procurador da República Pedro Taques (PDT), que irá governar o estado de Mato Grosso. Em Sergipe, o advogado Belivaldo Chagas Silva (PSB), será o vice-governador. Sua chapa, que tem Jackson Barreto como governador, foi eleita com 53% dos votos.

O advogado trabalhista e ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT) (foto), que disputa o governo do Rio Grande do Sul, vai para o segundo turno. Outros advogados que disputarão o segundo turno para governador de seus estados são: Robinson Faria (PSD) e o presidente da Câmra dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB), no Rio Grande do Norte; Cássio Cunha Lima (PSDB) na Paraíba; e o ministro da Justiça no governo FHC Iris Rezende (PMDB) em Goiás. Foram derrotados o advogado Pimenta da Veiga (PSDB-MG), candidato tucano ao governo mineiro; e o ex-presidente da OAB, José Roberto Batochio (PMDB-SP), que foi candidato a vice-governador de SP na chapa de Paulo Skaf.

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Para o Senado, três representantes de comunidade jurídica garantiram vaga. Em Mato Grosso do Sul foi eleita a advogada Simone Tebet, do PMDB (52,61%). Filha do senador Ramez Tebet, já falecido, é mestra em Direito do Estado e doutoranda em Direito Constitucional pela PUC-SP. Já foi prefeita em Três Lagoas (MS), sua cidade natal. Em Minas Gerais, o eleito foi o advogado Antonio Anastasia, do PSDB (56,73%). Bacharel e mestre em Direito pela UFMG, foi também professor de Direito Administrativo naquela Universidade até deixar o cargo para seguir carreira política, primeiro como vice-governador e depois coo titular do governo do estado de Minas Gerais. Formada em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, Maria do Carmo Alves, foi reeleita senadora pelo DEM de Sergipe (48,91%). Fez carreira política à sombra de seu marido, o ex-governador João Alves.  A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon (PSB-BA) (foto), que antecipou a aposentadoria na magistratura para fazer carreira política, não conseguiu se eleger para o Senado, ficando em terceiro lugar na Bahia.

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que nas eleições de 2010 conseguiu a vaga de deputado federal graças aos votos obtidos pelo palhaço Tiririca, não conseguiu se reeleger. Dessa vez, o delegado, que responde na Justiça por fraudes na condução da operação satiagraha, conseguiu apenas 27,9 mil votos. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Wadih Damous (PT-RJ), também não conseguiu se eleger.

Já Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) (foto), advogado previdenciário e líder da Frente Parlamentar dos Advogados na Câmara dos Deputados, conseguiu novo mandato. O advogado Sérgio Zveiter, do PSD, irmão do desembargador Luiz Zveiter, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também conseguiu se eleger pelo seu estado, o Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o procurador de Justiça Fernando Capez, do Ministério Público do estado, foi o deputado estadual mais votado, com 306 mil votos. Quem também se elegeu foi o delegado Olim (PP-SP), com 195 mil votos. Mesma sorte não tiveram Rosana Chiavassa (PSB-SP) e Flávio D’Urso (PTB-SP), que não conseguiram um bom desempenho. Os dois advogados são conhecidos por sua ativa participação na política interna da seccional paulista da OAB. Flávio é filho do ex-presidente da OAB-SP, Luis Flávio Borges D'Urso

Fonte: Conjur

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