JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

21 de nov de 2014

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO – DICAS PARA UM ORAL BEM FEITO

Salve, salve, meus queridos! Finalmente, hoje vamos falar de coisa boa (e dessa vez não estou falando da nova TekPix)! Vamos falar de oral! E, caso vocês estejam discordando de mim, dizendo que exame oral não tem nada de bom, só lamento pela sua péssima experiência, já que provavelmente você deve ter escorregado por não saber fazer um oral bem feito! Mas não se desespere! Ainda há salvação! Eu também não sabia...  então fui atrás de quem pudesse me ensinar... e é isso que divido com vocês na coluna de hoje.

Pra quem não sabe, eu moro aqui onde estão querendo passar um muro pra isolar do resto do Brasil: Nordeste! Abrindo um rápido parêntese, se você é a favor do muro, já lhe digo que não vai funcionar: a gente trepa e pula. Simples assim. Pois bem, voltando ao Nordeste, eu vou fazer um exame oral. Eu estou plenamente consciente de que não estudei o suficiente e vou me arrebentar na prova. Até aí, nenhuma novidade. Mas sempre ouvi dizer que exame oral não é só conteúdo, é PRINCIPALMENTE postura. Quanto a isso, minha postura é bem pior do que a minha falta de conteúdo. Mas pelo menos eu falo pra cacete muito, então imaginei que já seria meio caminho andado.

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Entrei em contato com um cursinho específico bam bam bam, recrutei mais alguns sofredores espalhados pelo Brasil afora, formamos uma turma e desembestamos para São Paulo. Vou confessar que eu não conhecia São Paulo, então, na minha primeira visita, qual a única coisa que eu jamais poderia deixar de fazer? O curso? NÃO. Conhecer a 25 de Março, claro! Matei minha secura de andar de metrô e aproveitei para comprar um monte de bugiganga pirata uma capa de aipede que um amigo tinha me pedido.

Tudo isso fazia parte da minha preparação psicológica para começar a treinar o meu oral. Chamo de técnicas de relaxamento (e quem é entendido do assunto vai concordar comigo que se o sujeito estiver tenso, o desempenho vai cair. É inevitável).

No dia seguinte, o curso me recebeu com um exame oral simulado. Sim. De supetão. Sem me pagar nem uma pizza antes. Mas eu não tinha noção do que era essa simulação sou uma pessoa emocionalmente equilibrada e estava tranquila. Confiante até, eu diria. Como não tenho maiores dificuldades para falar em público, estava sossegada. Achava que fazer oral era só chegar lá e abrir a boca, sem maiores dificuldades... Ledo engano!

Ainda bem que eu nunca disse pra ninguém que entendia do babado, senão a minha vergonha seria ainda maior! Existe todo um processo que eu desconhecia. Pra começar, cheguei parecendo um cowboy (meu amigo, se você gosta de fantasias, essa é a pior hora para isso), sentei com a leveza de uma pisada de mamute, me portei com a elegância de um rinoceronte manco, dei uma chega pra lá proposital no Vade Mecum, fiz perguntas para a banca (eu sei. Era para ser ao contrário) e, como era de se esperar, levei uns bons foras dos examinadores. Mas achei que tinha ido bem. Só percebi meus tropeços porque eles me filmaram e depois passaram isso na minha cara.

Ainda bem que filmaram, porque é o tipo de coisa que eu só acreditaria vendo. Agora eu até entendi porque não arrumo um namorado. Quem sabe se os Neanderthais ainda existissem eu faria bastante sucesso entre eles.

A verdade é que eu precisava desse curso (só não sabia o quanto). Ainda não virei uma lady (e esse nem era o objetivo), mas aprendi bastante coisa. Bom, não vou contar tudo porque eu paguei caro por essas informações, então eu não vou dar de graça pra vocês. porque não temos espaço aqui, mas vamos ao essencial:

Primeiro, você precisa ter classe. Tem que entrar suavemente e sentar com elegância. Mas não só. Precisa ter firmeza nas palavras. Nada de achismos. Erre! Mas erre com certeza! Segundo, cumprimente a banca e se cale. O examinador é quem tem o controle da situação. Só abra a boca quando a banca lhe perguntar alguma coisa. Terceiro, por mais que você esteja empolgado, se o examinador lhe cortar, PARE IMEDIATAMENTE. Engula o que ia dizer e fique na sua. Não seja deselegante. Quarto, nada de latim, inglês ou espanhol. Responda apenas em português, faça bom uso do vernáculo, e, para isso, saber usar corretamente a Língua é essencial. Quinto, cuidado com as mãos! São elas que fazem todo o diferencial durante o oral! Nada de mãos imóveis... mas também não vá agitá-las demais, senão você acaba desconcentrando o examinador. Por fim, depois que você terminar o serviço a contento e o examinador se disser satisfeito, levante-se e suma! Não interessa se você achou que se ferrou e quer passar mais duas horas tagarelando tentando ganhar mais pontos. Quem tem que ficar satisfeito é o examinador, e não você!

Agora que vocês já sabem que os segredos de um bom oral são postura, suavidade, firmeza, mãos treinadas e língua afiada, vamos em frente e línguas à obra!

assinaturajuliete

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