JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

30 de jan de 2015

DOUTOR COXINHA – SOU DOUTOR SEM DOUTORADO, GRAÇAS À DOM PEDRO I

Nobres e ilustres companheiros de labuta jurídica, peço vênia para apresentar-me aos leitores deste espaço de “notícias jurídicas”, me chamo Doutor Coxinha, Coxinha por parte de pai, Doutor por parte de Dom Pedro I, que através de seu decreto, concedeu o título de doutor aos advogados brasileiros, assim, não exijo nada além de um direito que me é assegurado, direito este que é ser chamado de Doutor por todos que estão ao meu redor, do porteiro do meu prédio à senhora que serve café na sala da OAB.

Tenho muito orgulho de ter frequentado a Universidade por cinco anos sem nunca ter sofrido uma falta sequer, e digo ainda com mais orgulho que jamais abandonei uma aula para jogar baralho ou tomar cerveja, além disso, desde o primeiro dia de aula, compareci ao curso impecavelmente vestido: terno, gravata e sapados combinando com o cinto.

Para ir me familiarizando com os jargões jurídicos, desde o início de meus estudos tratava todos os colegas por adjetivos respeitosos, tais como: nobre amigo ou meu caro causídico, sempre fui avesso à utilização de colas em dias de prova, inclusive, sempre que percebia um aluno fazendo consultas não autorizadas, fazia questão de informar o professor.

Sempre me dediquei ao curso de Direito, jamais estudei por resumos ou sinopses, estudante esforçado é o que utiliza uma boa e pesada doutrina, especialmente aquelas que possuem palavras difíceis, meu canal favorito é o TV Justiça, sei o nome de todos os ministros do STF, prefiro ler o Código Penal do que ir ao cinema, passei na OAB de primeira e sem cursinho, pois cursinho é coisa de estudante que não se esforça, e como eu sempre digo: “Só tem vida difícil quem não se esforça”.

doutor coxinha

Antes que me esqueça, peço perdão aos leitores por conta do meu vasto e rico português, pois tenho consciência que usar da linguagem culta e escorreita pode dificultar o entendimento do texto pelos leitores do Não Entendo Direito, uma vez que em sua grande maioria, estão acostumados com o português coloquial, mais comum aos botequins do que às salas de aula.

Agora, vamos ao que interessa, quando fui convidado a escrever uma coluna sobre Direito neste espaço, fiquei um tanto quanto receoso sobre o convite, pois não gostaria de ver meu nome ligado ao blog que tanto me faz passar por momentos de irritação por conta das inúmeras demonstrações de “baixaria jurídica”, contudo, decidi por bem aceitar o desafio, justamente para mostrar que o Direito é uma ciência, e como tal, deve ser respeitada, e não pode ser alvo de piadas.

Assim, encaro esta minha nova função de colunista como uma maneira de disseminar o “bom direito” aos estudantes desgarrados, que vão para as faculdades calçando chinelos, vestindo bermudas e que falam “churras”, “niver” e “facú”.

Portanto, de agora em diante estarei semanalmente aqui no Não Entendo Direito para compartilhar histórias de sucesso da minha vida e quem sabe assim, transmitir um pouco do meu vasto conhecimento aos inábeis estudantes de Direito que acompanham este blog.

Fraternos abraços, deste seu novo amigo que vos escreve.

Doutor Coxinha

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