JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

27 de fev de 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - ADVOGADA PORTA DE CADEIA

Olá amigos da nação fundística. Espero que tenham recuperado as energias para começar o ano com tudo!

Pois bem, eu comecei, de fato, o ano com tudo. Imagino que todos conheçam bem aquela piada de tio gordo que sempre ouvimos dos nossos amigos quando entramos na Faculdade de Direito, quando passamos no Exame da Ordem e quando nos formamos: Ah, agora já posso ser preso porque vou ter um adEvogado para me tirar da cadeia.

Eis que no início desse ano, a piada virou realidade. Em um belo sábado de verão, eu e o Boy (também causídico), fomos convidados para uma Pool Party na casa de um amigo. Não pudemos ir, pois no mesmo sábado minha cunhada viajava para fazer intercâmbio (saudades Cuh) e precisávamos deixá-la no aeroporto. Ao retornar para casa, aproximadamente 21 horas,  toca o telefone: era um dos amigos que estavam naquela festa que não pudemos ir.

- Oi Day, vocês estão aqui por perto¿ Então, é que preciso de vocês aqui. Minha namorada (também nossa amiga) bateu o carro e chegou os cana, e ela fez bafômetro, e tava com 1,25 mg de álcool no sangue e vão levá-la presa.

Sem manjar muito dos paranauê do criminal, bem como dos trâmites nesse caso, liguei para um brother que trabalha na Vara Criminal, que me deu algumas dicas: ir atrás dela na Delegacia de Trânsito, falar com o Delegado, pedir para ele já arbitrar o valor da fiança para poder providenciar a grana, não deixar ela falar nada no depoimento, etc. etc.

Lá fomos nós, do outro lado da cidade, acompanhados do nosso amigo desesperado para buscar a “bandida”. Chegamos lá ela pulou nos nossos braços e só chorava e dizia: “Eu to presa, eles me prenderam, aquela policial é muito ruim, mas eu não tô bêbada, cabô a amizade com aquela policial porque ela me algemou.”

A policial que a levou até a Delegacia, não estava, de fato, muito feliz. Contaram que tiveram que algemá-la, pois estava muito agitada.  Não satisfeita, aproveitando-se do fato de que é super magrinha, simplesmente tirou a algema dos pulsos e tentou pular da viatura em movimento.

algema

Chegamos e fizemos os procedimentos de praxe. Aguardamos a lavratura do Auto de Flagrante, o qual levou aproximadamente umas 3 (três) horas para ficar pronto. Nesse meio tempo já falamos com o Escrivão (porque por óbvio o Delegado não estava lá) e verificamos o valor da fiança para providenciar o dinheiro.

Enquanto aguardávamos a vez para que minha amiga prestasse depoimento, chegaram mais uns 3 cidadãos na mesma situação. Um deles chegou a dar fuga nos policiais, com um Kadet veio. Um outro passou o sinal vermelho de moto e foi pego. Quando chegou na Delegacia reclamava: ”Po, cheio de bandido solto por aí e eles vem me prender. Eu sou gente de bem.” Nisso o Escrivão puxou a ficha dele e disse: “O Sr. tem passagem por  receptação, tráfico e lesão corporal. Pode ficar aqui na cela aguardando”.

Como minha amiga era ré primária, endereço fixo e estava com advogados ali, não foi para a cela aguardar o depoimento. O prejuízo fechou em R$ 800,00 de fiança, R$ 1900,00 de multa por embriaguez ao volante, R$ 300,00 de multa porque ela esqueceu a habilitação na outra bolsa, perda da carteira com suspensão de 1 ano para então fazer a reciclagem, e um processinho criminal supimpa.

Na hora minha amiga estava de fato desesperada. Depois que passa a gente ri, mas enfim, essa é a vida e fica a lição: Não bebam e dirijam, por favor. Nesse caso, o prejuízo da minha amiga ficou apenas com ela, felizmente.

Então amiguxos, esse foi meu primeiro dia de advogada de porta de cadeira e não foi tão legal assim. Ficamos das 21 às 3 da manhã aguardando todos os trâmites e com fome, muita fome, hahaha! Lição do dia: Da próxima levarei uma marmita!

DaianeLuz

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