JUIZ CAGÃO:

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6 de fev de 2015

DOUTOR COXINHA – USO ANEL DE FORMATURA COM MUITO ORGULHO

Nobres e valorosos amigos apaixonados pelo Direito, a priori tenho por obrigação agradecer pela repercussão do primeiro texto escrito por mim neste blog, que muito embora não seja um espaço notadamente conhecido pela seriedade e democracia, me proporcionou momentos de deleite ao analisar os comentários, pois pude perceber que ainda assim o espaço possui leitores de elevado nível intelectual, que foram capazes de entender o que busquei explanar em poucas linhas.

Semana passada tratei ainda que superficialmente do nosso título de Doutor, (sim, nós somos Doutores) assunto polêmico e que rendeu uma excepcional e enriquecedora discussão, desta feita, novamente tratarei de um assunto deveras interessante, e não menos polêmico, o ANEL DE FORMATURA.

Quando digo que o assunto é polêmico, destaco que a discussão se dá única e exclusivamente por culpa dos profissionais do Direito que não nutrem o devido respeito pelas Ciências Jurídicas.

Exato, a culpa da polêmica é sua, que não respeita a carreira que você mesmo escolheu seguir!

Anéis, historicamente simbolizam força, honra e bravura, pois muitos reis do período medieval usavam pomposos anéis em seus dedos ao invés de utilizarem pesadas e desajeitadas coroas, assim, desde o início dos tempos, o anel já trazia em sua essência sinais de nobreza, portanto, nada mais lógico que tal tradição e demonstração de poder fosse passada aos nobres concluintes do curso de Ciências Jurídicas.

Assim, com o intuito de demonstrar que uma longa, porém importante etapa na vida dos estudantes de Direito foi vencida, familiares orgulhosos têm por costume presentear os seus, com um belo e bem trabalhado anel de formatura, com o intuito que os recém formados possam orgulhosamente empunhar vossos anéis para toda a sociedade.

anel

Contudo, tal qual uma dádiva oferecida pelos Deuses do Olimpo, para usar este adorável ornamento que carrega a mais nobre das pedras - o rubi - é necessário que o operador do Direito seja merecedor de tal graça. Não basta apenas ser um bacharel em Direito, não basta apenas ter “passado” pela faculdade, o profissional que deseja demonstrar o seu orgulho pela profissão, em primeiro lugar deve trata-la com o respeito que ela merece, assim, estudantes que passam a maior parte do tempo nos bares, que usam de artifícios ardis para obter sucesso nas provas, que estudam apenas por sinopses e que preferem o caderno de esportes ou horóscopo ao invés de uma pesada doutrina, não são merecedores de portar uma joia tão simbólica.

Tal joia serve “também” para diferenciar aqueles que possuem amor pelo Direito, mas não apenas isso, o anel com o rubi não somente enobrece aqueles que formaram-se com louvor nas universidades pátrias, o anel do operador do Direito tem por missão destacar os causídicos dos demais mortais.

Muitos jovens estudantes de Direito criticam o anel, seu uso e aqueles que orgulham-se de empunhar a joia que simboliza o sucesso e realizações, contudo, tais críticas são indevidas e perdoem-me a expressão, são baboseiras de pessoas incapazes de compreender a nobreza e o verdadeiro simbolismo que possui um anel dourado com um rubi no topo. Chegam ao cúmulo de dizer que o anel está fora de moda!

Ora bolas!

Por favor, não comparem uma joia, um ornamento com origens na realeza, que denota o avanço profissional com “bobagens fashions”, nós estamos tratando de um símbolo de sucesso e não de uma calça jeans ou uma camiseta, portanto, tenham em mente que anéis não saem de moda, pois eles não servem para compor um look (como os “especialistas em moda” dizem) o anel compõe a personalidade do homem, o anel é uma parte intrínseca do operador do Direito que o utiliza para diferenciar-se dos demais.

Deste modo, em que pesem as críticas sobre o seu uso, orgulho-me em empunhar tal joia, pois aqueles que criticam, eu apenas ignoro e deixo que o brilho do meu anel ofusque a inveja alheia.

Semana que vem tem mais.

Doutor Coxinha

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