JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

13 de mar de 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – A MAGIA DA SEXTA FEIRA 13

Qual advogado, estagiário, estudante etc. não ama a sexta-feira? Sexta-feira é animassaum, os grupos do whatsapp são movimentados logo cedo com fotos de cerveja, mandam aqueles vídeos super novos do anão dançando “hoje é sexta-feira”, ou do Dimitri bem louco na balada. Um solzinho do bom na minha cidade (não muito comum), uma audiência de instrução em uma Comarca que fica há aproximadamente 40 km da Capital (tão tão distante), um rolê cozamigo programado para a noite, enfim, uma sexta-feira feliz. Ahhh, a magia da sexta-feira não é?

Considerando que meu carro está à venda (quem tiver interesse favor falar inbox), tenho usado o transporte público para ir trabalhar. Depois de 6 anos usando carro para ir até na panificadora da esquina comprar pão, esta tem sido uma experiência bastante interessante. Mentira, tá uma bosta andar de ônibus.

Naquele dia, eu precisava chegar cedo ao escritório para acompanhar a outra advogada na audiência na Comarca tão tão distante.

Contudo, um caminhoneiro bêbado resolveu tombar sua carreta carregada de geladeiras, literalmente atravessada em uma das principais Avenidas da cidade, pela qual passam no mínimo uns 6 tipos de ônibus que levam as pessoas assalariadas para seus respectivos trampos, do bairro para o centro. Inclusive, o MEU ônibus precisava passar por ali.

Aqui não são tão comuns os congestionamentos gigantescos (a não ser em horário de pico), então ficar parado 40 minutos dentro de um ônibus tira a paciência de qualquer um. Por óbvio não tinha o que fazer senão descer do busão, e andar pelo menos umas 10 quadras de salto, no sol, suando, derretendo, para pegar outro ônibus que não tivesse que passar pela carreta maldita.

Após chegar mais de 1 hora atrasada, suada, com dor no pé, pensei que o problema do ônibus havia sido apenas um imprevisto. Acontece né? Continuei acreditando na magia da sexta-feira.

Ledo engano. Naquela correria, ao entrar no carro da advogada para irmos até a audiência o que acontece com o vestido preto tubinho próprio para audiências? Sim, acreditem, rasgou! Fiquei com a bunda TODA de fora, e não conseguia parar de rir da minha própria desgraça.

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Coloquei a bolsa tampando o rasgo e fui andando até a primeira loja que tinha na rua. Fui obrigada, por força da necessidade, a pagar 60 dilmas em um vestido amarelo feio pá porra. Ou iria fantasiada de gema de ovo, ou iria parecendo a globeleza para a audiência. Ah, esse tipo de coisa acontece mesmo, fazer o que. Segui acreditando na magia da sexta-feira.

No caminho paramos para almoçar a comida mais rápida: Mc Donalds, claro. Pedi suco de manga e naquela sede dei aquele golão. E o suco era de laranja. E eu odeio suco de laranja. Nessa hora percebi que a magia da sexta-feira só poderia estar me zoando.

Abro meu Big Mac e adivinha? Todo desmontado, tomate de um lado, picles do outro, molho nos dedos, aquela lambança. Não dava tempo de trocar, afinal se paramos no fast food, a intenção era que fosse fast. Comi do jeito que deu. Por óbvio nessa hora, eu já havia identificado que a magia da sexta-feira não existia ou era no mínimo uma anedota. Pelo menos para mim.

Após rodarmos os quase 40km, chegamos ao Fórum da Comarca de tão tão distante. As testemunhas e o preposto nos aguardavam não muito felizes. Um deles falou: Dras., não vai ter audiência. Sim, minha gente NÃO VAI TER AUDIÊNCIA. A advogada ligou a semana inteira para verificar se a Juíza havia redesignado a porra da audiência, pois não havia sido concluída a perícia, mas, segundo a “mocinha” (mentirosa) do Cartório, que conversou pessoalmente com a Juíza, haveria audiência SIM!

Fomos ver o despacho e adivinhem? Era de 1 semana ANTES da audiência, REDESIGNANDO-A.

Possessas, tentamos falar com a “indivídua” mas por óbvio ela não veio até o balcão do Cartório para que pudéssemos xingar até a mãe dela trocar uma palavrinha. O jeito foi voltar com o rabo entre as pernas, de Comarca de tão tão distante.

Pensem naquele dia que não deveria ter começado. Aquele que acaba, mas você tem a impressão que ainda não terminou. Quanto à magia da sexta-feira? Ela bem que poderia ser uma sexta-feira 13, porque de magia tipo da Disney eu não vi nada, só magia negra mesmo!

DaianeLuz

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