JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

23 de abr de 2015

DIÁRIO DE UM POSTULANTE – O FERIADO PASSOU E EU NÃO ESTUDEI O QUE DEVERIA

Quando você não tem mais 16 anos precisa fazer algumas coisas que consomem um certo tempo do seu dia, como por exemplo trabalhar, arrumar a casa, tomar banho, catar os floquinhos de algodão que o cachorro libera do fiofó.

Isso às vezes atrapalha o cronograma de estudos. Não é todo dia que você terá energia para estudar até às duas da manhã. Quando faço isso, entro no modo ZUMBI OPERANDI por uma semana, no mínimo.

Então chega o tão amado feriado e você pensa: Agora colocarei TUDO em ordem!

Ledo engano.

A vida, meus amigos...

A vida é uma fanfarrona.

Chega o feriado e com ele a cólica, gripe, dor de barriga, o alfabeto de doenças, tudo para te incentivar a desenvolver um caso de amor com seu cobertor e travesseiro.

Somado ao elemento berebas e afins, vem a vontade absurda de terminar de ler os livros que estão empoeirados na sua estante. De repente os danados ficam interessantes e sua sede por leitura torna-se implacável (exceto para livros jurídicos).

coluna

Tudo fica mais gostoso e interessante quando se precisa estudar.

Secar a louça nunca foi tão relaxante, limpar a casa, organizar o armário, colocar suas roupas por ordem de cor, organizar seu material de estudo (cinco horas só separando caneta com caneta, lápis com lápis, giz de cera com giz de cera), terminar de pintar a tela da Lisa Simpsons que está abandonada desde janeiro.

Nisso o feriado foi embora e com ele a esperança de colocar a matéria em dia.

Ok que quando se está com dor é complicado, mas com relação ao lado Amélia aflorado e leitora viciada em livros esquecidos, como diria o querido Oscar Wilde: “ Não tenho nada a declarar a não ser a minha genialidade”.

Sim, genialidade.

Não sou enrolada e sim tenho um intelecto incompreendido pelo mundo.

Minha criatividade aflora justamente quando preciso estudar.

Aprisionar esse pássaro da criatividade numa gaiolinha chamada cursinho? É tão injusto.

Porém, como a criatividade ainda não paga as minhas contas, bora voltar para os estudos, porque sem a Ordem continuarei vivendo no umbral do direito, no mundo dos bacharéis.

Por hoje é só pessoal!

Assinatura Ana Paula

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