JUIZ CAGÃO:

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18 de mai de 2015

CHEGUEI A FICAR DOIS DIAS SEM DORMIR, DIZ CANDIDATO DA PROVA DA OAB

Lidar com a ansiedade é um dos desafios que os bacharéis em direito tiveram neste domingo (17), ao realizar a prova da segunda fase do XVI Exame de Ordem Unificado. Alguns sofreram com insônia durante a maratona de estudos. “Cheguei a ficar dois dias sem dormir, sempre preocupado de terminar de estudar todos os conteúdos. Prefiro ficar sem dormir do que achar que faltou algo”, conta o estudante Rafael Bento, 22 anos, que faz a prova na Universidade Católica de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, região central do Recife.

Bento mora em Paudalho, na Zona da Mata Norte do estado. Para lidar com a ansiedade, chegou cedo ao local de prova e foi conversar com outros colegas para distrair. “Fazer a peça é o que mais me preocupa. Acho a prova importante, sou contra que ela termine. O desafio é se obrigar a ficar calmo”, explica o estudante.

Buscar a tranquilidade também é o mantra de Beatriz Ferreira, 26 anos. Fazendo a prova pela quarta vez, promete que vai ser sua última tentativa – e espera que seja aprovada. “Da última vez, eu tremia tanto que não conseguia encontrar as respostas. Durante a prova, vou tomar muita água e rezar, rezar mesmo. Pedir a Deus que eu fique calma. Esse exame é necessário, mas o emocional pesa muito”, avalia.

Cada um busca uma forma de se acalmar. Isabela Galvão, 24 anos, faz a prova pela primeira vez e encontra na revisão uma forma de se focar. “Algumas pessoas dizem para você relaxar na véspera, ir ver um filme. Eu, se fizer isso, 'piro'. Estudei ontem até meia-noite. Revisar é a forma que consigo ficar tranquila”, explica.

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Uma revisão tranquila não faz mal, mas estudar demais tende a piorar a situação, acredita a estudante Renata Alves, 32 anos. “Se você for só dar uma olhada, tudo bem, mas não resolve querer estudar mesmo os quesitos todos, o conteúdo bruto agora. Eu segui um programa bom de estudo, é preciso ter foco e praticar muito”, aponta Renata, que faz a prova pela segunda vez.

Formada em pedagogia e administração, Fátima Soares, 55 anos, discorda da obrigatoriedade da prova. “É muito estressante, nunca vi algo assim na vida, tão antipedagógico. Essa prova não é de conhecimento, é de quem tem melhor memória. Ter que fazer as peças a mão? Com o que pagamos, devia ter um computador ao menos”, reclama.

Nesta segunda etapa (prova prático-profissional), os bacharéis terão de responder a quatro questões discursivas. Além disso, será preciso redigir uma peça profissional na área do direito em que optaram no momento da inscrição: direito administrativo, civil, constitucional, empresarial, penal, do trabalho ou tributário e do seu correspondente direito processual.

O resultado preliminar da segunda fase sairá no dia 8 de junho, e o resultado final, após análise de recursos, no dia 30 de junho.

Sobre o Exame
O Exame de Ordem da OAB pode ser prestado por bacharéis em direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado.
A prova da primeira fase do XVI Exame foi aplicada no dia 15 de março e teve 80 questões objetivas. Para ser aprovado na prova objetiva, é preciso acertar pelo menos 50% das perguntas.

Fonte: G1

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