JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

25 de jun de 2015

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO – SOBRE RELACIONAMENTOS: NÃO SOU OBRIGADA

Há alguns dias, escutei de uma amiga: “preciso estudar, mas não consigo!”. Perguntei o motivo e...

Qual é o problema que as pessoas têm em ter relacionamentos NORMAIS?

Estima-se que estamos há mais de 500 mil anos vivendo em sociedade, certo? Veja bem: 500 mil anos! E ainda não conseguimos aprimorar nossos relacionamentos. Não conseguimos entender e sermos maduros emocionalmente tal qual refletisse em nossa vida e vivêssemos em paz! Sempre tem uma briga com o vizinho, uma rixa com o colega de sala de aula, um ex amor insuperável, uma ex amiga... Sempre é mais fácil falar mal e discutir, do que sentar e resolver como... Adultos? Não sei se é a maneira certa de se referir a isso, porque eu pensava que birras, reinas e picuinhas eram coisas de crianças. Agora, com 26 anos, vejo a mesma coisa, porém por outros motivos, não menos irrelevantes...

Qual é a doença que acomete essa geração que pensa que as pessoas tem que mandar 3 mensagens por dia perguntando se está tudo bem, responder as mensagens em 10 segundos, curtir todas as fotos do Facebook, e não ter outros amigos? Desde quando ciúmes virou moda? Desde quando há essa necessidade de ter alguém vivendo por você?

É tanta melação e mimimi que não se sabe mais o que é verdadeiro. De fato, todos nós nos tornamos ótimos atores fazendo papel do mocinho que sensibiliza com tudo, todos, em busca de um mundo melhor, e de um amor eterno. É aquela eterna necessidade de ter alguém como propriedade (nem de posse eu posso chamar – direito das coisas, olha lá!). Ou senão é o papel inverso: a mulher independente, autossuficiente, que não precisa de nada nem ninguém, só que não. É muita cara de pauzice (neologismos que me ajudam a me expressar, me respeite) pra pouco sentimento de verdade. Falta transparência, sinceridade. Está tudo bagunçado aí dentro, não é mesmo? Não há discernimento sobre as atitudes. Mandam-nos seguir nosso coração, mas não nos ensinam a entendê-lo. Não nos ensinam que é diferente ser guiado pelo coração e ser guiado pela emoção. E também não nos ensinam a alimentar beneficamente nosso coração para que estejamos preparados quando precisarmos consulta-lo.

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Sim, o amor é lindo. É lindo ter um amigo pra todas as horas. É lindo ter alguém, além dos seus pais e seus irmãos, que você confie de olhos fechados (obrigada Milla!). É lindo ver que alguém te ama, te respeita, te entende, te admira e gosta da sua companhia. Lindo, tudo lindo! Always positive vibration, love is my religion, peace and love, blablabla, mas, calma.

Ok. Sou 8 ou 80, calo ou grito, vou ou fico, tudo ou nada. Não existe 40, meio termo ou relações mal resolvidas. Ou é ou não é. Mas quando se trata de um relacionamento, EQUILIBRIO é fundamental.

Porque antes de tudo, é imprescindível que conheçamos a nós mesmos. A partir do momento que passamos a nos amar, a nos compreender, a olhar para dentro de nós, os relacionamentos começam a fluir.

E de fato, é muita falta de autoestima e amor próprio você se deixar abater e influenciar tanto pela falta de jeito das pessoas que mal consegue estudar, certo?

No módulo 1 do Free Mind, curso do Condor Blanco que recomendo muito a quem tiver a oportunidade de fazer, tive uma experiência simples mas que trouxe um resultado intenso nos meus relacionamentos: tudo que eu julgava na outra pessoa eu invertia o sujeito para a primeira pessoa. Por exemplo:

Pensamento julgador: “Fulana é chata, só sabe reclamar”

Inverso: “Eu sou chata, só sei reclamar”

Quando dei por mim, entendi que os “defeitos” que enxergamos na outra pessoa, são reflexos de nós mesmos. Na teoria é fácil, difícil é quando nos trabalhamos para permanecermos atentos aos pensamentos julgadores e enxergamos que o “erro” de fora, está na maioria das vezes, aqui dentro.

Assisti a uma palestra sobre o Novo Código de Processo Civil com o dr. Márcio Vicari, e entre tantas informações riquíssimas, o dr. Márcio nos contou sobre uma votação acerca de uma Súmula, quando a própria Corte que havia estabelecido a Súmula votou contra a própria Súmula. Entendeu? Confuso, mas interessante. Mostra como somos suscetíveis a mudar de posição o tempo todo, independente do conhecimento. Aliás, essa é uma particularidade que muito tenho reparado: quanto mais conhecimento nós adquirimos, mais suscetíveis somos a mudar de opinião. Perceba: pessoas que não costumam ler, estudar, pesquisar, atualizar-se, são geralmente aquelas que defendem uma ideia pré-concebida com garras e dentes, desprovidos de fundamentação, ou com fundamentos paupérrimos. O grande segredo está aí: conhecimento. Conhecimento sobre nós, sobre o nosso universo particular. É esse conhecimento que vai refletir nas relações sociais que tivermos.

Ah, você leitor, que não me conhece pessoalmente, não pense você que eu sou uma pessoa antissocial e fria. Não sou. Sou amorosa, pacifica, e TENTO ser uma pessoa bem humorada. Mas se você extrapolar os limites que eu te der, e me der motivos para te querer bem, bem longe de mim, eu simplesmente me afasto e te esqueço, porque não sou obrigada.

Não é tão difícil ter relacionamentos saudáveis no trabalho, na faculdade, na família, amigos... Mas nós complicamos. E complicamos porque não nos contentamos em sermos amigos. Mais do que ser nós queremos ter. E o erro está na incapacidade de olhar para o outro e se colocar no lugar dele, de dar sem esperar alguma coisa em troca. Não respeitamos nem aos nossos sentimentos, como respeitar aos sentimentos do próximo? Eu sempre vou preferir não significar nada pra uma pessoa, do que ser alguém que está ali apenas parar suprir o vazio que outra pessoa deixou.

E assim é. “Coloca o mundo no mudo e escuta seu coração.”.

Assinatura Maelem

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