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15 de set de 2015

EX-CATADORA DE LATINHAS QUE PASSAVA FOME É APROVADA EM CONCURSO DO TJ E SUA HISTÓRIA VAI VIRAR FILME

Essa história vai virar filme, ainda bem, pois merece!

Marilene Lopes é uma ex-catadora de latinhas, que ganhava 50 reais por mês para sustentar os filhos e começou a ganhar 7 mil reais depois que passou em um concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ).

Quando recebeu a proposta, ela aceitou na mesma hora.

“Tantas pessoas querem ter fama para aparecer. Eu quero somente para levantar a autoestima das pessoas”, afirmou ao G1.

A técnica do TJ afirma se orgulhar da trajetória que percorreu, não por menos. E nós também sentimos muito orgulho dessa brasileira que nos representa.

Ela lembra quando não tinha condições nem de pagar o gás e cozinhava com gravetos para seus cinco filhos no barraco em que moravam numa ocupação em Brazlândia, a 30 quilômetros do centro de Brasília.

Segundo Marilene, os tempos difíceis duraram um ano e meio, e, na época, a família passava muita fome. “Nunca tinha nem fruta para comer. Eu me lembro que passei um ano com uma só calcinha. Tomava banho, lavava e dormia sem, até secar, para vestir no outro dia”, conta.

Em sua trajetória ela já foi  agente de saúde e doméstica, mas foi demitida por faltar quando teve que cuidar de seus filhos.

Ela chegou a comprar um  carrinho de mão para levar seus filhos para a creche, pois se eles chegassem lá com os pés sujos eram impedidos de entrar. Tirando máximo proveito da situação, após deixá-los, ela lotava o carrinho de latinhas.

marilene

A grande virada veio quando ela leu na capa de um jornal sobre a abertura das inscrições e  decidiu então se inscrever no concurso em 2001.

Para conseguir se inscrever, ela pediu uma ajuda R$ 5 de cada amigo, chegando à agência bancária para fazer o pagamento da inscrição dez minutos antes do fechamento.

Ela passou cerca de um mês estudando com suas irmãs e foi a única aprovada no concurso. “Tinha medo [de não passar] e ao mesmo tempo ficava confiante. Sabia que se me dedicasse bem eu passaria, só precisava de uma vaga”, diz.

Após a aprovação, Marilene já passou pelo Juizado Especial de Competência Geral, 2ª Vara Cível, Órfãos e Sucessões de Sobradinho, 2ª Vara Criminal de Ceilândia, 12ª Vara Cível de Brasília e Contadoria.

Por e-mail, seu primeiro chefe, o analista Josias D’Olival Junior, é só elogios. “A sua história de vida, a sua garra e o seu caráter nos tocavam e nos inspiravam profundamente.”

Fonte: Razões para Acreditar

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