JUIZ CAGÃO:

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30 de out de 2015

FELIPA SAREY – O DIA EM QUE NÃO FIZ O CONCURSO QUE TERIA PASSADO

Oi pessoal da bunda quadrada, cá estou eu novamente para contar das minhas peripécias nessa vida de estudos, provas, choros, decepções (vontades de cometer suicídio) e muitos “quases”.

Hoje em específico vou contar para vocês o dia que deixei de prestar uma prova de concurso público, como todos sabem, sou concurseira viciada, presto todas as provas que posso, até aquela que sei que não passarei.

Não sei que raio me deu, acredito que o próprio tinhoso me fez perder a vontade e o prazo para me inscrever para essa prova, até então a única que deixei de prestar desde que me propus a ser concurseira.

Não me considero pessoa burra, ao contrário, acredito que tenho até um certo potencial, porém para essa prova em específico, sei lá, parecia algo tão distante que nem decidi arriscar.

A prova era para o Ministério Público de São Paulo, o número de vagas não estava ruim, mas eu realmente não me sentia preparada para ela, talvez por não ter os anos de prática jurídica necessários (teria na data da inscrição definitiva), ou simplesmente por achar que era uma prova muito complexa para meu tempo de estudo.

O fato é que o prazo se encerrou e eu não fiz a merda abençoada da inscrição, fiquei de boinha, estudando como de costume.

face

Como é possível imaginar, no dia da prova eu estava batendo a cabeça na parede, arrependida, mais perdida que filho de senhora que ganha a vida satisfazendo a lascívia de outrem em dia do genitor, mas infelizmente não havia nada a se fazer.

Passada a prova (a depressão ainda não havia passado) segui meus estudos como se nada tivesse acontecido, porém sempre que ouvia ou lia as palavras Promotor de Justiça ou Ministério Público aquela música triste do chaves tocava em minha cabeça (aquela que toca quando todo mundo chama ele de “ladrão).

Enfim, um dia tomei coragem e fui ver a dita prova, pensei comigo “vamos ver o nível da bagaça”. Comecei a ler as questões e perceber que eu sabia a resposta da maioria delas, parecia que o destino queria dizer chupa otária eu te avisei, então decidi fazer um simulado com aquela prova.

Fiquei surpresa ao perceber que se tivesse prestado a prova eu provavelmente teria sido aprovada para a segunda fase (de lá já não sei se passaria).

Nesse momento me bateu aquela revolta, quase virei o hulk de tanta raiva que senti de mim mesma, mas o que me restava era aprender com meu erro.

O fato é que as vezes a nossa insegurança nos impede de alcançar o objetivo, pensando nisso, desde então eu encaro cada prova, não deixo passar nada em branco, me inscrevo em tudo mesmo, porque como vocês sabem, um dia aquela vaga ainda vai ser minha.

Felipa

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