JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

26 de nov de 2015

PICHAÇÃO HOMOFÓBICA É ENCONTRADA NA FACULDADE DE DIREITO DO MACKENZIE EM SP

A Universidade Presbiteriana Mackenzie foi palco de mais uma manifestação preconceituosa, só que dessa vez contra os homossexuais.  Na porta do banheiro do prédio 3, onde funciona a faculdade de direito, foi encontrada uma pichação com uma frase de cunho homofóbica. Uma foto com os dizeres "Morram, gays malditos", escritos na parede do banheiro, circulou em denúncias de alunos nas redes sociais.

Nesse mesmo banheiro, no dia 6 de outubro, aconteceu um fato bem parecido, só que de cunho racista. Uma foto de uma pichação com os dizeres "Lugar de preto não é no Mackenzie. É no presídio" viralizou nas redes sociais e ganhou repercussão em toda a mídia.

Mesmo com uma carta da Universidade abolindo aquela atitude,  a Instituição foi alvo de protestos na internet e teve um ponto de ônibus, que fica em frente a saída da universidade, pichado com os dizeres: "Mackenzie racista".

O coordenador do coletivo LGBT da Universidade e autor da denúncia, João Matheus, que é aluno do 7º semestre do curso de direito e homossexual assumido, conta que o preconceito dentro da universidade não vem só dos alunos. Ele já foi vítima de homofobia na instituição, só que por parte dos próprios funcionários do Mackenzie.

Enquanto caminhava de mãos dadas pelo campus com o seu parceiro, foi parado por um segurança que alertou o casal para tomar cuidado, pois "caso alguém visse aquela cena e não gostasse poderia dar problema para eles".

cats

"Os casais heterossexuais se beijam tranquilamente dentro do campus e nunca ouvi história de que foram parados. Eu, pelo simples fato de estar de mãos dadas com o meu parceiro, fui abordado nos primeiros cinco minutos que andava pela universidade", afirmou o estudante.

Outro aluno que não quer ser identificado contou à reportagem do Justificando que na festa de recepção dos calouros de 2015, foi vítima de homofobia. Enquanto beijava seu parceiro, como faziam quase todos presentes na festa, foi empurrado por estudantes que gritavam frases como "fora viados" e "que nojo, sai daqui".

Em 2010, a Universidade publicou em seu site um manifesto contra a lei anti- homofobia. O artigo dizia que a Igreja Presbiteriana é contra a lei “por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia”. Segundo o texto, “tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais”.

Procurada, a instituição disse que, por princípio confessional, não faz qualquer tipo de discriminação e que repudia a atitude.

Confira a nota da Universidade

"Nossa Instituição de ensino, por princípio confessional, não faz qualquer tipo de discriminação. A Universidade Presbiteriana Mackenzie repudia violência física ou verbal, e vai seguir defendendo seus princípios de respeito e amor ao próximo. Em nosso campus no qual aconteceu a irresponsável manifestação preconceituosa, imediatamente condenada, transitam todos os dias milhares de pessoas. "

Universidade Presbiteriana Mackenzie

Fonte: Justificando

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