JUIZ CAGÃO:

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15 de dez de 2015

MODELO DE PETIÇÃO PARA ALUNO QUE FOI PEGO COLANDO NA PROVA

Excelentíssimo Senhor Doutor Professor de Direito e Diretor Geral das Faculdades Não Entendo Direito – NED
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Eu, Marcelo Gatuno Maroto, brasileiro, endividado, estagiário em dois períodos, estudante de Direito desta tão respeitada faculdade, venho, por meio desta, através de mim mesmo, que já possuo elevado conhecimento jurídico humildemente suplicar e apresentar o presente
PEDIDO DE DESCULPAS POR TER COLADO NA PROVA
c.c. PEDIDO DE CORREÇÃO DA PROVA
em face do Professor de Direito ambiental, que ministra suas aulas segundas e sextas, sempre após o intervalo, pelas razões de fato e de direito abaixo apresentadas.

DOS FATOS
Na noite da última sexta feira, o zeloso e experiente professor de Direito Ambiental, decidiu por bem aplicar sua costumeira avaliação bimestral, relativa ao conteúdo ministrado em sala de aula.
Contudo, como o requerente havia passado toda a semana no facebook e no instagram, o mesmo não teve tempo de estudar adequadamente para a prova. Foi então que decidiu colocar algumas anotações junto ao vade mecum, como forma de estudar a matéria.
Porém, o que o aluno não esperava era que o professor fosse rápido como um guepardo, silencioso como um ninja e preciso como um martim pescador, e por conta destas habilidades extraterranas, o requerente foi surpreendido no exato momento em que fazia suas consultas ao “código comentado” e teve sua prova arrancada sem direito ao contraditório.
Diante deste motivo, não resta outra alternativa ao autor, senão se ajoelhar e pedir desculpas pelo ocorrido e requerer que lhe seja dada nova chance.
COLA
DO DIREITO
É cediço que apenas o habito da leitura é capaz de agregar conhecimento jurídico, assim, o que o aluno fazia durante a prova, nada mais era do que ler. Sim, ele lia, e conteúdos pertinentes à matéria, ao contrário de outros que durante a prova trocavam piadas e até mesmo vídeos eróticos via zap zap.
A atitude do aluno demonstra claramente o interesse na matéria, tanto é que este estudava inclusive durante a prova, motivo este que não deve ser punido, pois não há legislação no mundo que condene um aluno por querer estudar.
Ademais, o direito não socorre aos que dormem e o requerente ao se movimentar, buscar sites e colar a matéria dentro de seu vade mecum, mostra que este pode ser qualquer coisa, exceto dorminhoco.
Por fim, não procede a informação que o aluno não fez uso do “código seco” durante a prova. Ora, o aluno reside em São Paulo, cidade essa que sofre com a escassez de água, e ciente dos problemas ambientais, por óbvio que não molhou o código, para realização da prova, pois não havia água nas torneiras da faculdade.

DOS PEDIDOS
Diante de todo o acima exposto requer:
1- Seja aceito o pedido de sinceras desculpas por não atender ao que o professor havia solicitado quanto à proibição de estudar durante a prova;
2- Que a avaliação seja integralmente corrigida, uma vez que o aluno de tanto estudar, já estava finalizando a avaliação;
3- Caso não seja este o entendimento do nobre julgador, que permita que o aluno realize outra avaliação, desde que sejam feitas as mesmas questões, unicamente para provar que o requerente é capaz de fazer a prova sem consultar o código;
4- Por fim, que o professor passe a utilizar sapatos italianos com sola de madeira, capazes de fazer bastante barulho ao andar, para facilitar a vida dos alunos, que estudam durante a prova.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em Direito.

Atribui-se à causa o valor de uma mensalidade da faculdade.

Termos em que,
pede deferimento.

São Paulo, 07 de outubro de 2014.

Marcelo Gatuno Maroto

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