JUIZ CAGÃO:

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9 de mar de 2016

AOS 95 ANOS, IDOSA VENCE DEPRESSÃO E CONCLUI PÓS EM DIREITO

Nem a depressão que enfrentou depois que ficou viúva e a idade impediram a estudante Lindaura Cavalcanti de realizar seu sonho. Isso mesmo, estudante. Aos 95 anos, a determinada idosa concluiu curso de pós-graduação em direito processual na Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino. Ela aprendeu a ler e a escrever muito cedo, aos 4 anos de idade. Fez o curso de farmácia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas queria mesmo era ser advogada.
A adorável senhora é a prova de que nada se torna um obstáculo quando se há força de vontade. “Meu pai era farmacêutico e meu irmão mais velho fez direito. Eu fiquei pensando desde criança em fazer direito. Hoje me sinto satisfeita, me sinto feliz”, expressa Lindaura, ao dizer que próximo passo é passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 
Símbolo de perseverança, Lindaura é a queridinha da turma. Nem o problema de audição a impediu de dar um jeitinho de estudar mais. A professora Alexa Soares relembra que a idosa sempre procurava os docentes em busca de material para estudar. “Ela mesmo buscava junto aos professores e os professores se disponibilizavam para ajudá-la de toda forma, porque não é todo dia que temos um aluno interessado”, conta.
Com a ajuda da cuidadora Rosilda Nascimento, a idosa é moradora do bairro de Água Fria, Zona Norte do Recife, e ia para aula na Avenida João de Barros, na Boa Vista, área central da capital, de ônibus. Não muito craque nos equipamentos eletrônicos, Lindaura fazia os trabalhos à mão mesmo.
“Para nossa turma, ela é sinônimo de perseverança. É um exemplo a ser seguido. É um exemplo desse que o país precisa”, acredita o colega de turma, Renato Miranda. Completando o aluno, José Melquiades, também estudante, diz que a senhora traz uma reflexão para os jovens. “Esses jovens acomodados que acham que o estudo é a coisa mais difícil do mundo”, conclui.
Lindaura é matriarca de uma família de seis filhos, onze netos e seis bisnetos. A filha, Verônica Arruda, diz que ela é motivo de orgulho. “É uma glória porque mês passado ela teve um acidente e toda família achou que seria muito difícil a recuperação dela. É um milagre”, comemora.

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