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7 de mar de 2016

JOVEM QUE CURSA PRIMEIRO ANO DE DIREITO É APROVADA NA OAB


Uma universitária de Porto Velho, de 18 anos, passou na segunda fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cuRsando apenas o segundo semestre de direito. Taís Guimarães diz que fez a prova por curiosidade e acabou se surpreendendo com o resultado. De acordo com o presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem em Rondônia, Márcio Nogueira, a aprovação de uma estudante tão jovem na segunda fase é um feito inédito no estado.

A universitária conta que sempre estudou em instituições particulares, e é do tipo 'aluna nerd'. Dedicada, no ano passado, ainda no primeiro semestre, decidiu fazer o exame da OAB para matar a curiosidade. Passou as férias 'em cima de livros', com o auxílio precioso de um primo, que é advogado. Após ser aprovada na primeira fase, ela conta que ficou animada, mas não muito confiante. “Pensei que foi um pouco de sorte, fiquei muito surpresa", conta Taís.


De acordo com o presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem em Rondônia, na primeira fase é mais frequente a aprovação de estudantes, mas na segunda, os casos são raros no Brasil. No estado, ele não tem conhecimento de que exista outra aprovação do tipo. “A segunda fase exige um raciocínio jurídico. É apresentado ao candidato um problema e, a partir daquele problema, o candidato deve identificar qual é a melhor solução que um advogado deve adotar para resolver aquele problema. Esse raciocínio você desenvolve durante um curso de direito, então realmente é um feito que alguém tão jovem, com tão pouco tempo de estudo específico tenho sido aprovado no exame da ordem. É caso único do estado de Rondônia”, afirma Márcio Nogueira.

O exame da ordem costuma ser o 'bicho papão' de muitos bacharéis. A aprovação nacional da última prova foi de 46% dos candidatos. Rondônia ficou com média 37,1% de aprovados, maior apenas do que as médias dos estados de Roraima, Amazonas e Amapá.
Para quem vai fazer a prova, Taís dá a dica. ‘Eu não posso ser presunçosa de dizer que posso dar uma dica, mas acho que seria realmente determinação e poder abstrair o máximo do que eles tiverem na faculdade, porque, querendo ou não, cada ponto é importante. E dedicação, realmente”, diz a estudante.
O advogado Márcio Nogueira explica que a aprovação no exame é um dos quesitos para conseguir o registro da OAB. O outro é o bacharelado em direito. “Ela só tem um, então ela não conseguirá a inscrição então, se eu fosse ela, guardaria esse certificado de aprovação e, futuramente, quando ela tiver o bacharelado, acho que é discutível se ela poderá obter a inscrição tendo sido aprovada anteriormente”, finaliza o advogado.
Fonte: G1

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